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ω-3 e ω-6: Seus papéis na inflamação

omegasA inflamação, geralmente, ocorre como meio de defesa do organismo às agressões. O processo inflamatório sinaliza a ocorrência de alguma desordem no organismo através de sintomas clássicos já conhecidos, sendo eles: rubor, calor, dor e edema. No entanto, a inflamação pode ocorrer de maneira assintomática, numa condição crônica e sistêmica. O padrão alimentar atual tem grande efeito sobre essa condição, devido ao alto consumo de alimentos pró-inflamatórios em detrimento de alimentos anti-inflamatórios. 

Na literatura, já está bem documentada a ação dos ácidos graxos poli-insaturados (ômegas 3 e 6) na modulação da inflamação. O ácido linoleico (n-6) é convertido em ácido araquidônico, sendo este precursor da síntese de eicosanoides, responsáveis por mediadores da inflamação. Já o ácido alfa linolênico (n-3) é convertido em ácido eicopentaenoico (EPA) e ácido docosa-hexaenoico (DHA), precursores de mediadores químicos que atuam no processo anti-inflamatório.

Sabe-se que as séries de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 competem pela mesma enzima e, apesar do organismo ter maior afinidade pelo ômega-3, a quantidade de ômega-6 ingerida, pode dificultar a conversão do ácido alfa-linolênico em EPA e DHA, prejudicando seus potenciais efeitos. Nesse sentido, torna-se importante um equilíbrio entre a ingestão destes dois grupos de ácidos graxos para o controle da inflamação no organismo.

Ademais, há outros compostos da dieta com ação sobre a inflamação, tais quais as vitaminas lipossolúveis D e A e os minerais zinco e magnésio. Portanto, inclua alimentos com baixo poder pró-inflamatório na sua dieta, como exemplo: peixes, vegetais de folhas verdes, aveia, nozes, dentre outros. Sobretudo, consulte um nutricionista para o equilibrar adequadamente os ácidos graxos ômega-6 e 3 na sua dieta.

 

Raisa Coelho faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

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Referência: AZEVEDO, Alexander Luiz Gomes de; PUJOL, Ana Paula. Inflamação crônica e desordens estéticas. In: PUJOL, Ana Paula (Org.). Nutrição Aplicada à Estética. São Paulo: Rubio, 2011. p. 21-33.

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