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Proteína da seda

ID-10074294As proteínas da seda são originadas a partir do casulo dos bicho de seda, que são larvas de mariposas. Estas podem ser originadas de algumas espécies de aranhas, mas o mais usado em estudos é a proveniente da mariposa, principalmente da espécie Bombys mori. As proteínas da seda são divididas em dois grandes polímeros, a sericina que constitui 30% da proteína e a fibroína que compõe 70%.

A fibroína é utilizada para fabricação de seda, já a sericina não serve para produção têxtil, para não continuar sendo descartada começaram a analisar os benefícios que esse peptideo podia trazer. A indústria de cosméticos foi a primeira a investir nesta proteínas. E hoje vários estudos continuam sendo feitos, principalmente na Coréia do Sul, para avaliar os benefícios, principalmente da sericina.

Benefícios como: antioxidante, imunorregulador, hipocolesterolêmia, anti-tumoral, anti-viral, diminuição os triglicérides no sangue, redução da lesão oxidativa nos tecidos musculares, controle glicêmico, hidratação, entre outros. Em estudos a melhora do perfil lipídico foi significante, mostrando ter um potencial efeito para a prevenção da atersoclerose, por reduzir principalmente VLDL e LDL, mostrou também aumento da adiponectina e em alguns estudos aumento da leptina também, estes são hormônios produzidos pelo tecido adiposo que são benefícos por proporcionarem maior oxidação lipídica.

Um outro estudo mostrou o uso de sericina melhorando a hidratação em ratos com dermatite atópica. O uso de sericina também revelou diminuir em 36% criptas aberrantes do colón, as criptas aberrante é um indicador precoce de formação de tumor no cólon. Em um estudo avaliando o uso de aminoácidos da seda antes do exercício mostrou diminuição da corticosterona, hormônio que encontra-se elevado em momento de stress, e aumento da testoterona, que normalmente encontra-se reduzida tanto pelo aumento da corticosterona quanto pelo stress induzido pelo exercício.

Os aminoácidos da seda apresentam vários benefícios, e é uma novidade que necessita de maiores estudos, pois até então os estudos são feitos em ratos. É possível que futuramente tenha-se mais benefícios e maiores conclusões em relação a estas proteínas. 

 

Naia Naia Ferreira faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

 

 

 

 

 

 

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