Inibidores da 5-alfa-redutase

A testosterona é um hormônio que está presente em maior quantidade nos homens, sintetizado pelas células de Leydig nos testículos e estimulado pelo hormônio luteinizante (LH) hipofisário. Nas células alvo a testosterona é convertida em dihidrotestosterona (DHT) pela enzima 5-alfa-redutase (5αR), estes então, se ligam a receptores androgênicos e ativam a transcrição de genes que são essenciais para a caracterização masculina desde a vida intrauterina. São responsáveis por regulação da gonadotrofina (responsável por regular a produção de testosterona), espermatogênese, virilização do duto de Wolf que se diferenciam em epidídimo, ducto deferente e vesícula seminal, virilização externa e pelo desenvolvimento de características sexuais secundárias como aumento de pelos no corpo e voz grossa. Na vida adulta esses hormônios são responsáveis por manter libido, potência e força muscular, distribuição de gordura, ganho de massa muscular e espermatogênese.
DHT é um metabólito e uma forma mais potente da testosterona, o principal androgênio na próstata e pele. A testosterona está presente cerca de dez vezes mais que DHT, porém a DHT é mais potente e tem uma afinidade de 6-10 vezes maior pelo receptor androgênico do que a testosterona (Cunha, 2004.)
Pelo DHT ter influência sobre doenças específicas como acne, calvície de padrão masculino, hiperplasia benigna da próstata e câncer de próstata, diversos estudos são realizados com substâncias para inibir a enzima 5-alfa-redutase e reduzir a produção de DHT. Dois tipos dessa enzima são mais estudadas a tipo 1 e tipo 2, que exibe expressão preferencial na pele e nos tecidos genitais respectivamente. Os fármacos mais utilizados são a finasteride e a dutasteride para inibição dessa enzima. No entanto, estudos mostram a eficácia de extratos de plantas como Saw Palmetto, Carthamus tinctorius mais conhecido como Açafrão, o Polygonum multiflorum mais conhecido como Fo Ti e epigalocatequina galato (EGCG) do chá verde, para o tratamento dessas doenças através da inibição da 5-alfa-redutase.
Os inibidores da 5
αR reduz a produção de DHT mas não aumenta a quantidade de testosterona produzida, e se mostra eficaz no tratamento das doenças aqui citadas.


Lethicia Galvão faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.
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