Cisteína e sua influência anabólica

cisteinaA cisteína é um aminoácido não essencial, e está relacionada com a melhora da saúde do indivíduo como um todo, isso por que ela é precursora da glutationa peroxidase, uma enzima antioxidante, que atua na detoxificação e regulação de processos inflamatórios. Em situações como estresse ocasionado tanto por traumas quanto por fatores psicológicos, ocorre o aumento do cortisol, um hormônio produzido nas glândulas supra-renais que está diretamente ligado ao catabolismo muscular, acúmulo de gordura e potencialização de vias inflamatórias. Como o esporte se configura como uma situação estressante ao corpo, forçando-o a sair da homeostase, a suplementação com cisteína tem sido cada vez mais citada como sendo um fator benéfico na recuperação e bem estar do atleta. (Powers et al 2011)

A suplementação com cisteína é completamente segura, tendo em vista sua utilização em fórmulas infantis, pois esta visa aumentar a síntese proteica, quatro estudos já comprovaram a eficiência da cisteína tanto para aumentar a síntese proteica, como para aumentar a solubilidade dos íons cálcio e fósforo (JANCIN; BUREAU, 2002)

Já está bem estabelecido que a atividade física por si só, produz espécies reativas de oxigênio, e que em níveis moderados desempenham um importante papel no controle de expressão gênica, vias de regulação, adaptação á atividade executada, sendo que o próprio músculo controla essas funções. Porém em grande escala pode ocasionar dano celular, com expressão gênica para apoptose, dano ao DNA mitocondrial e até morte celular. Porém a produção exacerbada de radicais livres causa agressão aos miócitos, responsáveis pela contração muscular, a ação das ERO’s (Espécies Reativas de Oxigênio) nas microlesões oriundas da atividade física podem potencializar o dano muscular e dificultar a recuperação.

Em Estudos realizados por Lands et al 1999, observou-se diminuição do percentual de gordura, aumento da capacidade de realizar a atividade, melhora da capacidade antioxidante com a suplementação com whey-2,5% de cisteína, comparada a whey-0,5% de cisteína. Segundo os autores, a neutralização das Espécies Reativas de Oxigênio (ERO’s), fazia com que ocorresse diminuição da fadiga muscular com consequente aumento de força e melhora do desempenho. O estudo ainda cita possível atuação da glutationa como estimulante direto ao anabolismo, porém não explicam por qual via isso ocorre. Leelarungrayub et al, 2011 avaliou os efeitos a curto prazo da suplementação de N-acetilcisteína(1200mg/dia), houve aumento da capacidade antioxidante total, com melhora do VO2 Max, e diminuição do lactato, o que sugere que houve maior tolerância á atividade física e consequentemente maior desempenho.

Pouco se tem documentado sobre os efeitos diretos da cisteína no anabolismo e consequente síntese proteica. O que podemos avaliar é sua atuação como precursora da glutationa e na manutenção da homeostase e neutralização das espécies reativas de oxigênio. Principalmente no músculo, onde pode ocorrer comprometimento dos canais de cálcio, influenciando a contração muscular, alterações das cadeias de miosina, diminuindo sua afinidade ao cálcio e comprometendo as suas funções. A lesão adicional pode ocorrer proveniente do próprio exercício físico e invasão de macrófagos e células fagocíticas que também liberam ERO’s (Radicais livres), diminuindo a capacidade de recuperação e consequentemente influenciando no desempenho do atleta. Para maiores informações consulte um Nutricionista.

 

Cassio Cássio Niela faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ele é graduandoem Nutrição pela UNEB.

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