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Zinco e seu poder antioxidante e imunológico

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Sabe-se que o zinco é co-fator de mais de 200 reações no nosso organismo, este micronutriente esta presente em todo organismo em diferentes concentrações, sendo que 85% estão no músculo esquelético e ossos e 0,1% no plasma. Encontramos esse mineral em alimentos de fonte animal, como carne, fígado e ostras e também podemos encontrar em alimentos de origem vegetal, como castanhas e nozes. A recomendação diária é de 8mg/dia para mulheres e 11 mg/dia para homens. Este mineral vai atuar no aumento da leptina, na transcrição do receptor de insulina, na divisão celular, espermatogênese, metabolismo da vitamina A, estabilização da transcrição gênica, metabolismo energético, no aumento da atividade do receptor tirosina quinase, síntese de proteína e também como antioxidante e no sistema imunológico.

            Durante o exercício físico, algumas alterações ocorrem, uma delas é a elevação da produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), pois durante o exercício há aumento de 10-20 vezes no consumo total de oxigênio e há aumento também na captação de oxigênio pelo tecido muscular de 100-200 vezes, e isto favorece o aumento da produção das EROs. Além disso, o exercício extenuante diminui linfócitos, diminuindo assim a imunidade natural, importante frisar que a intensidade do exercício faz toda a diferença, pois exercícios moderados são benéficos para imunidade. O fato é que tanto a produção excessiva de EROs quanto a queda da imunidade acarreta em redução do desempenho e o  exercício físico pode induzir a hipozincemia, por haver eliminação deste pelo suor e urina, necessitando assim de um aumento diário de zinco, e essa necessidade vai ser de acordo com a modalidade praticada e a intensidade, alguns estudos sugerem que tipos de exercício com elevado impacto, como corrida e triatlo, podem apresentar maior necessidade deste mineral quando comparado com atletas de modalidades de baixo impacto, como ciclismo e natação.

O zinco vai atuar como antioxidante por regular a expressão de metalotioneína, e a atividade da enzima superóxido dismutase e atua no sistema imune por atuar na expansão clonal de linfócitos, na inibição da apoptose e pela manutenção da integridade da membrana celular, e por isso a deficiência deste micronutriente está associada com alteração nas células fagocitárias e células T.

Este mineral apresenta variadas funções, e como no exercício físico há adaptações fisiológicas e alterações nas concentrações deste, a suplementação em exercícios prolongados e com alta intensidade pode trazer benefícios, mas esta suplementação tem que ser feita a partir da necessidade individual, então procure sempre um nutricionista para avaliar sua real necessidade.

 

   Naia Ferreira faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. 

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