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O álcool atrapalha a hipertrofia?

alcoolO álcool é a principal droga psicoativa utilizada no mundo, há anos sua utilização é feita, só que o consumo deste passou a ser mais frequente em contraste à antigamente, em que o uso era associado a rituais religiosos ou festivos. Hoje as pessoas utilizam substâncias que dão estímulos ou são depressoras do sistema nervoso central, e encontram no álcool estes efeitos. Não podemos desconsiderar o aspecto social que envolve essa substância e a frequência e quantidade desta. Mas com o crescimento da indústria de bebidas alcoólicas e o aumento do consumo por qualquer faixa etária mais estudos foram e são feitos para entender o efeito desta substância no organismo, alguns efeitos já estão bem estabelecidos, mas e em relação à hipertrofia, como o álcool pode comprometer?

Para hipertrofia dois mecanismos são importantes, o estímulo da síntese, contribuindo para o aumento e reduzir a degradação desta proteína, com isso o balanço proteico fica positivo e a hipertrofia, juntamente com outros fatores pode ser alcançada. No controle da síntese proteica a ativação da proteína quinase alvo mecanicista da rapamicina (mTOR) está envolvida, pois uma vez ativado ocorre fosforilação de outras proteínas especificas que fosforilam e ativam a proteína ribossômica S6 quinase (S6K) que vai aumentar a tradução do mRNAs condificando componentes da via de síntese proteica. Além dessa via de estímulo a síntese, a proteína kinase B também é responsável por inibir a via de degradação muscular, um dos fatores inibidos é o fator de transcrição forkhcad (FOXO).

O álcool age inibindo a S6K, então por essa via há inibição da síntese proteica, além de também promover supressão indireta do mTOR, mas não interfere, por essa via, no estímulo ao FOXO, então o álcool nesse caso inibe a síntese mas não interfere na degradação proteica.

Importante lembrar que a síntese proteica também é mediada por hormônios e o álcool também atua nestes, alguns estudos mostram o etanol diminuindo a produção de testosterona, por afetar as células de Leydigs que produzem este, mas esta redução dependerá da dosagem, normalmente acima de 1,5g/Kg de álcool e também do sexo. O etanol, além disso, aumenta o nível de cortisol através da liberação de ACTH, tendo um pico em 4 horas, persistindo por mais de 24 horas após o consumo, normalizando em 36 horas. Na maioria dos estudos houve redução do GH também. Estudos experimentais também sugerem que o etanol aumenta a miostatina que é um potente inibidor de crescimento de músculo esquelético.

            Algumas vias foram mostradas de como o álcool pode agir interferindo na hipertrofia, é um efeito dose dependente que pode suprimir a sinalização para síntese proteica e desregular hormônios importantes para a via de anabolismo. 

   NaiaNaia Ferreira faz parte da equipe de nutrição da SNC Salvador

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