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Saiba mais sobre os adoçantes de mesa

No Brasil, até meados dos anos 80, os produtos dietéticos eram considerados fármacos e o seu consumo limitava-se aos portadores de diabetes, sendo comercializados sob orientação médica. Mudanças na legislação, ocorridas no final da década de 80, reformularam a classificação dos adoçantes permitindo que invadissem as prateleiras dos supermercados. Com estratégias de marketing como: “isentos de açúcar e calorias”, “para você que deseja uma vida saudável”, “não causam cáries”, fizeram parecer a chegada de um milagre: comer à vontade e não engordar.

Edulcorantes são substâncias diferentes dos açúcares e com poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar comum). Eles são classificados em naturais e artificiais ou sintéticos. Os naturais são obtidos sem reações químicas, a partir de plantas ou de alimentos de origem animal. Os artificiais ou sintéticos são obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas. Adoçante artificial é uma mistura de um ou mais edulcorantes capaz de conferir sabor doce aos alimentos. Esta mistura é feita porque o “blend” potencializa o poder do adoçante e mascara o gosto amargo residual de alguns dos edulcorantes. Existe um grande número de compostos capazes de produzir o sabor doce, entretanto só alguns (naturais ou artificiais) são permitidos pela legislação para serem adicionados aos alimentos.

Os adoçantes artificiais não calóricos foram introduzidos no mercado, como meios para proporcionar sabor doce aos alimentos sem o associado conteúdo energético elevado de açúcares. O consumo destes adoçantes ganhou muita popularidade devido aos seus custos reduzidos, baixa ingestão calórica e benefícios para redução de peso e normalização da glicemia (níveis sanguíneos de açúcar). Por estas razões, estes são cada vez mais introduzidos em alimentos comumente consumidos, tais como refrigerantes diet, sobremesas sem açúcar, e estão sendo recomendado para perda de peso e para os indivíduos que sofrem de intolerância à glicose e diabetes mellitus tipo 2.

O consumo dos adoçantes de mesa é considerado seguro e benéfico devido ao seu baixo teor calórico, ainda que dados científicos permaneçam escassos e controversos. Alguns estudos mostraram benefícios do consumo dos adoçantes de mesa na redução de peso, devido a pouca indução de uma resposta glicêmica, enquanto outros demonstraram associações entre o consumo destes adoçantes com o ganho de peso, e aumento do risco de diabetes do tipo 2. Suez et al (2014) demonstraram que o consumo de formulações comumente usadas nos adoçantes artificiais não calóricos impulsionam o desenvolvimento de intolerância à glicose através da indução de alterações composicionais e funcionais na microbiota intestinal com efeitos metabólicos deletérios tanto em ratos quanto em humanos saudáveis. Sendo assim, os resultados deste estudo demonstram a importância de uma reavaliação do uso maciço destes adoçantes artificiais não calóricos, além disso, vale ressaltar que há alguns compostos bioativos presentes nos adoçantes artificiais que devem ser restringidos por certos indivíduos especificamente, a exemplo o Aspartame que é contra-indicado para portadores de fenilcetonúria. Para saber qual a sua melhor opção, consulte o seu nutricionista.

 

   Marianne Áurea faz parte da equipe de nutrição da SNC Salvador

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