Uso de probióticos para intolerantes à lactose

No atual momento em que vivemos, a alimentação vem cada dia mais findando seu espaço e diversos estudiosos ou, até mesmo não estudiodos, mostram-se curiosos e interessados no que diz respeito ao entendimento da ciência da nutrição e os benefícios que esta pode gerar para a saúde. Nesse mesmo sentido, alguns alimentos têm se tornado vilões de uma vida saudável, dentre eles o tão famoso glutén e a lactose. Porém pouco se tem explicado qual o motivo e a quem necessariamente importa a restrição desse alimentos e, mais ainda, se existem alternativas de tratamento para as pessoas que são diagnosticadas intolerantes a eles. Fazendo desenvolver o conhecimento, vamos entender o que é a intolerância à lactose e quais são as alternativas para amenizar os sintomas provocados por essa.

Como descrito por Mattar e Mazo, 2010, o leite é o primeiro alimento de consumo humano e seu consumo permanece ao longo da vida, porém os níveis da enzima responsável pela hidrólise do leite, a lactase, são baixos até a 27ª-32ª semana de gestação; quando se elevam, rapidamente, começando a cair por volta dos cinco anos de idade. A lactose é o dissacarídeo predominante e mais importante do leite e algumas pessoas possuem uma má-absorção deste carboidrato por conta da inatividade ou ineficiência da enzima lactase.

A intolerância à lactose, portanto, é uma doença comum em diversas populações, nas mais variadas faixas-etárias, sendo um processo causado pela ineficiência da ação enzimática em “quebrar” este carboidrato. É importante ressaltar que existem três tipos de intolerância: a congênita, que nasce com o indivíduo, sendo caracterizada pela deficiência da enzima, a patológica, decorrente, por exemplo, de diarreias persistentes que agridem o intestino e reduzem a quantidade da enzima; e a primária, condição predominante em que se tem redução da lactase após a infância, como já foi citado anteriormente. Indivíduos intolerantes à lactose apresentam flatulência, dores abdominais e até diarreia.

Diversas condutas terapêuticas podem ser adotas para amenizar os sintomas da intolerância, podendo-se apresentar desde a retirada total de todos os alimentos que possuem lactose e depois uma lenta reintrodução dos mesmos identificando a quantidade máxima tolerável pelo individuo, até uso de suplementos de enzimas lactase. Atualmente, dados na literatura têm apresentado resultados do uso de probióticos, uma proposta promissora para amenizar os sintomas desses pacientes intolerantes.  

Os probióticos são microrganismos vivos, que quando administrados em quantidades adequadas, garantem propriedades benéficas à saúde do hospedeiro. Em alguns estudos, foram utilizadas a cepas de lactobacillus, sendo que a suplementação ocorreu 10 dias antes do uso do alimento com lactose. Como resultados obtidos têm-se: redução significativa na taxa de hidrogênio expirado (ppm) nos grupos suplementados e sem nenhuma alteração para o placebo, com também redução dos sintomas característicos da intolerância: distensão e dor abdominal, diarreia e flatulência. Sugere-se que com alta atividade da beta-galactosidase, esse método pode ser opção de tratamento válida para a intolerância à lactose.

É importante a avaliação clínica com um médico e a realização de exames específicos para o diagnóstico, bem como, depois de confirmada a intolerância, um acompanhamento de um nutricionista para a adequação correta da dieta.

 

Paôla Vieira faz parte da equipe de nutrição da SNC Salvador

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