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Polivitamínicos fazem a Diferença?


De acordo com a Portaria SVS nº 32/9825 suplementos vitamínicos e/ou minerais são importantes para complementar a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos onde sua ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação. Deve conter em sua composição o intervalo de 25% a 100% da ingestão diária recomendada de cada micronutriente, não podendo substituir os alimentos.

As vitaminas e minerais são requeridos em pequenas quantidades, e diferem-se dos macronutrientes (água, proteínas, carboidratos e lipídeos) nesta característica, já que são exigidos em grandes quantidades para fornecerem energia necessária para abastecer o corpo, manter a hidratação celular, e fornecer a estrutura do corpo; vitaminas e minerais permitem o uso destes para todos os processos fisiológicos, mesmo com relativa escassez na dieta e corpo, são reguladores-chave da saúde devido suas funções orgânicas e melhora do desempenho físico.

As vitaminas funcionam como catalisadores orgânicos em reações metabólicas no interior do organismo, por sofrerem degradação contínua exige-se substituição exógena através de fontes alimentares, sendo consideradas essenciais para promover a saúde e o bem-estar. Apesar de não serem fontes diretas de energia, funcionam como facilitadores do metabolismo energético. A ingestão adequada de vitaminas é fundamental para indivíduos envolvidos no exercício físico extenuante devido ao o aumento da atividade metabólica requerida.

As vitaminas são classificadas de acordo com sua solubilidade em água, entre as hidrossolúveis temos a vitamina C (ácido ascórbico), que atua como potente antioxidante e as vitaminas do complexo B, que estão envolvidas na síntese novas células, as células vermelhas do sangue e de reparação celular e desempenham um papel crucial no metabolismo energético, participam da degradação de hidratos de carbono, proteína e gordura. Por estes motivos, ingestão inadequada destas prejudicaria a performance de atletas, tanto pelo treinamento físico que aumenta os requisitos para algumas vitaminas do complexo B, quanto pelas restrições e práticas alimentares desordenadas destes indivíduos. As vitaminas A, D, E, e K são lipossolúveis e armazenáveis no tecido adiposo, apesar de não possuírem nenhum papel direto no metabolismo energético, exercem funções de apoio de uso de energia, porém não foram mostrados por influenciar o desempenho físico.

Os minerais, magnésio, ferro, zinco, cobre e cromo, entre outros, servem como componentes estruturais ou catalíticos de enzimas celulares e regulam transdução de energia, de transporte de gás, defesa antioxidante, funções dos receptores, sistemas de segundo mensageiro e integração de sistemas fisiológicos. São cofatores que regulam o uso de macronutrientes através das suas funções bioquímicas, e também pode ter o potencial para afetar o desempenho físico, em casos de deficiência.

Apesar da importância dos micronutrientes para a manutenção da homeostase corporal e melhora da performance, estudos mostram que uso generalizado de suplementos vitamínicos e minerais não revelaram quaisquer efeitos favoráveis sobre as medidas bioquímicas de estado nutricional ou melhoraram o desempenho físico de indivíduos treinados, com suporte nutricional e dieta adequadamente balanceada, diante do exposto, acrescenta-se que é possível observar melhoria no desempenho com o uso polivitamínicos, apenas se o indivíduo estiver com deficiência de algum micronutriente.

Teoricamente, os alimentos, principalmente os da classe dos reguladores, são fontes naturais de vitaminas e minerais, sendo dispensável a utilização da suplementação de polivitamínicos. Assim, o uso polivitamínicos seria indicado apenas em casos de deficiência nutricional severa, onde o tratamento por meio da alimentação demandaria o tempo maior para a recuperação; nestas condições, o uso destes complementos alimentares é indicado para redução dos sintomas de carência, em período determinado.

No entanto, levando em consideração às dificuldades de se atingir as recomendações diárias adequadas para os micronutrientes devido às limitações decorrentes principalmente da má qualidade dos solos em que os alimentos são cultivados, a suplementação de polivitamínicos pode ser uma estratégia adotada para evitar a deficiência nutricional e garantir a oferta adequada de vitaminas e minerais em uma dieta equilibrada e balanceada.

Ellen Góes faz parte da equipe de nutrição da SNC Salvador

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