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Produtos lácteos, é realmente necessário retirar da dieta ou não?

Há cerca de dois anos a lactose – carboidrato do leite – tem sido alvo de polêmicas entre as pessoas que desejam uma dieta balanceada. Alguns indivíduos consideram os laticínios como verdadeiros vilões. Acreditam que o leite deixa a pele grossa, ou que aumenta o abdômen. Além de aumentar o processo inflamatório corporal, reconhecido como causador de doenças crônicas não transmissíveis, tais como aterosclerose, diabetes tipo II e doenças cardiovasculares, entre outras. Porém, não existem referências cientificas atuais para tais afirmações.

  A origem das afirmações citadas acima é devido ao fato de algumas pessoas possuírem baixa produção ou nenhuma produção de uma enzima chamada lactase, e devido a isto, não conseguem digerir a lactose, o que ocasiona inchaço e desconforto abdominal. Pessoas com esta característica especifica devem  moderar ou evitar o consumo de produtos lácteos, sendo importante procurar um nutricionista.

 O leite é um dos produtos naturais mais valiosos, pois é rico em vitaminas, minerais e é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biologico – whey protein e caseína. A whey protein está associada a diversos benefícios a saúde, e é muito utilizada pelos praticantes de exercícios físicos. Dentre os minerais o cálcio é o que mais se destaca por auxiliar na construção e regeneração óssea, além disso, existe uma relação entre baixos níveis de cálcio e aumento da adiposidade. O cálcio pode suprimir o stress inflamatório e aumentar a ação anti-inflamatória da vitamina D, também presente no leite. Além disso, nos produtos lácteos existem peptídeos bioativos, que inibem enzimas conversoras da angiotensina. Estes inibem a estimulação do sistema renina-angiotensina, suprimindo assim respostas inflamatórias e auxiliam na redução da pressão arterial.

Os últimos estudos, incluindo revisões e ensaios clínicos afirmaram que os produtos lácteos podem ter impacto benéfico sobre processos inflamatórios, no emagrecimento, na prevenção de osteoporose, entre outros.

 Em um estudo realizado por Josse A et al, 2011, cujo o objetivo foi determinar como o exercício diário e dietas hipocalóricas, variando o percentual de proteínas e a quantidade de cálcio contidos em alimentos lácteos, afetaria a composição do peso corporal perdido. Neste estudo 90 mulheres participaram e foram divididas em 3 grupos. Grupo 1: Alta proteína e alto consumo de laticínios, grupo 2 – quantidade adequada de proteínas e média ingestão de laticínios, e grupo 3 – quantidade adequada de proteínas e baixa ingestão de laticínios.  Houve redução da gordura visceral em todos os grupos, porém o grupo 1 reduziu mais. E quanto a massa muscular o grupo 1 ganhou, o grupo 2 manteve, enquanto o grupo 3 perdeu. Portanto, dietas hipocalóricas com alta ingestão de produtos lácteos e com maior percentual de proteínas juntamente com o exercício físico promove alterações positivas na composição corporal – perda de gordura visceral e ganho de massa magra.

 Diante dos achados atuais não se faz necessária à restrição de laticínios. Sendo a recomendação diária 2 porções ao dia desses produtos. Consulte o seu nutricionista para obter mais informações.

 

   Amanda Castro  faz parte da equipe de nutrição da SNC Salvador

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br.

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