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Enxaqueca e Alimentação

A enxaqueca é uma cefaleia primária que ocorre em alta prevalência. Traduzindo, são dores de cabeça que acometem cronicamente, e que ocorre mais em mulheres.

Mais comum do que muitos pensam esta doença neurovascular crônica está presente em aproximadamente 12% da população, começando a afetar adolescentes ou indivíduos na faixa dos 20 anos, com um pico de prevalência aos 40 anos de idade. É tão relevante que, para alguns, é considerada mais incapacitante do que doenças como a hipertensão arterial, a osteoartrite e a diabetes.

Existem diferentes formas de manifestação da cefaleia, mas as características típicas são: localização unilateral, caráter pulsátil, intensidade moderada ou severa, exacerbação por atividade física de rotina e associação com náusea e/ou fotofobia (sensibilidade à luz) e fonofobia (aversão ou piora ao barulho).

Apesar de não estar muito bem elucidado, sabe-se que muitos são os fatores, tanto externos quanto internos, que podem contribuir para uma crise de dor. Dentre estes fatores, tem-se o consumo alimentar. A alimentação pode desempenhar aspectos positivos e/ou negativos devido ao fato de alguns alimentos serem profiláticos e outros desencadeadores das crises. Sobre estas influências, vários mecanismos fisiopatológicos estão envolvidos, dentre eles a vasodilatação, a inflamação neurogênica, distúrbios do metabolismo energético e predisposição genética.

Dentre os alimentos desencadeadores, os mais citados são: chocolate, queijo amarelo, frutas cítricas, linguiças, salsicha (e outros alimentos em conserva com coloração avermelhada), alimentos fritos ou ricos em gordura, aspartame, glutamato monossódico, carboidrato refinados dentre outros. Um esclarecimento pertinente é que a individualidade prevalece, cada alimento terá efeito diferenciado para cada um, então, não necessariamente a retirada de todos é necessária. Outros três aspectos importantes são a desidratação, o jejum prolongado e o consumo de bebidas alcoólicas como fatores desencadeantes.

E os nutrientes que são importantes para prevenção das crises e/ou redução destas, mais citados na literatura são: magnésio, coenzima Q10, planta tanaceto, vitamina B2, gengibre, ácido oleico, ômega 3, dentre outros. Os mecanismos pelos quais eles vão atuar são diferenciados. A importância da alimentação deve ser mais explorada, pois ainda que seja grande o número de drogas usadas no tratamento agudo e preventivo das enxaquecas, muitas vezes elas não são totalmente eficazes se não há modificações no estilo de vida e comportamento alimentar do paciente, e além da alimentação a suplementação pode ser uma grande aliada também, existe suplementação de coenzima Q10, polivitamínicos que podem junto com a alimentação melhorar os sintomas. Mas também não podemos deixar de lado os outros fatores envolvidos, como a questão hormonal e o stress. Diante da complexidade da enxaqueca temos que atentar à melhor conduta, e usufruir dos alimentos e suplementos que contribuem para a melhora do quadro.

Este texto foi escrito por Naia Ferreira, que faz parte da equipe de Nutrição da SNC Salvador

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