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Técnicas de Treinamento em hipóxia.

Tradicionalmente os exercícios de contra resistência, também conhecido como musculação ou treino de força, é aquele que é aplicado um estímulo de sobrecarga produzido pelo aumento progressivo do peso, utilizando, pelo menos, 70% de um de uma repetição máxima (1RM) e a partir de então ocorre o processo da hipertrofia muscular. Contudo, possibilidades diferentes do já conhecido padrão adotado estão sendo utilizadas com o objetivo de propor melhores resultados para o ganho de massa muscular. Nesse sentido temos as técnicas de treinamentos em hipóxia.

A hipóxia tecidual refere-se à condição na qual o fornecimento de O2 não é adequado e/ou insuficiente para manter o metabolismo aeróbio, com consequente estimulação do metabolismo anaeróbio para manter o fornecimento adequado de ATP. Estudos afirmam que não somente a hipóxia local, mas também a hipóxia sistêmica, seria fator importante para a melhora da plasticidade muscular, biogênese mitocondrial e demais adaptações teciduais. A restrição do fluxo do sangue venoso combinado com exercício de baixa intensidade (20-30% de 1-RM) foi observada por resultar em hipertrofia do músculo esquelético, semelhante ao treinamento de contra resistência.

Uma dessas técnicas mais famosas é a proposta por Sato, o idealizador do KAATSU Training. Ele decidiu iniciar suas experimentações aplicando treinamentos em isquemia no próprio corpo e observando os resultados depois de alguns anos de experiência e, assim, conseguiu estabelecer uma técnica fundamental para o treinamento em hipóxia.

Sua técnica é realizada através de uma manobra na qual, se utilizando de fitas compressoras, aplica-se uma pressão pré estabelecida nas partes proximais dos membros, seguidas de intervalos de relaxamento. A finalidade do treino em oclusão é promover alterações metabólicas locais (aumento no lactato, queda de ph, etc.), sinalizando para o aumento da síntese de proteínas e/ou diminuição de vias de degradação proteicas, tendo como objetivo final o ganho de massa muscular e força. Tanto redução de oxigênio como acumulo de metabólitos pode aumentar o recrutamento de fibra de contração rápida.

Apesar de todos esses mecanismos propostos serem válidos, é importante ressaltar que ainda não existem dados na literatura que confirmem estes efeitos através de técnicas da taxa de síntese proteica fracionaria FSR, que é padrão ouro em avaliação de síntese proteica. Além disso pressurização dos vasos sanguíneos, devido à oclusão, pode causar a formação de trombo, e induzir oclusão microvascular (fenômeno de no-fluxo), mesmo após a liberação da restrição do fluxo sanguíneo, resultando em danos às células musculares e necrose. Por isso é de extrema importância sempre um acompanhamento de um profissional habilitado para o desenvolvimento deste tipo de treinamento.

 

Este texto foi escrito por Paôla Vieira que faz parte da equipe de nutrição da SNC-Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.
 
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