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O poder antioxidante do selênio

O exercício físico, com a devida moderação, traz benefícios orgânicos. Entretanto, atividades físicas que ultrapassam os limites fisiológicos promovem um aumento na produção de radicais livres de oxigênio, os quais, quando não são devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, denominado estresse oxidativo. Esse processo degenerativo pode originar diversas doenças e, além disso, parece desempenhar um papel importante no processo de envelhecimento precoce.
A literatura demonstra que uma alimentação natural e equilibrada, com a inclusão de vegetais folhosos, legumes, frutas frescas, nozes, castanhas, cereais integrais, carnes magras, ovos e laticínios reforça o sistema imunológico e combate os radicais livres e seus efeitos maléficos sobre o organismo. O sistema de defesa antioxidante humano é composto por principalmente pelas enzimas catalase, superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase. Essas enzimas são capazes de modificar os radicais livres, inativando seus efeitos maléficos sobre o organismo.
O selênio é um micronutriente essencial que, uma vez incorporado às selenioproteínas, exerce importantes funções no organismo, participando da defesa antioxidante, do sistema imune e da regulação da função tireoidiana. A glutationa peroxidase é uma selenioproteína que atua como enzima antioxidante no plasma. Desta maneira, o consumo regular de determinados minerais e vitaminas são indispensáveis para o funcionamento do sistema antioxidante do organismo, principalmente em casos de estresse físico.
Desta forma, o selênio pode exercer um papel fundamental em minimizar o desenvolvimento de doenças crônicas por reduzir a atividade pró-inflamatória e por favorecer o sistema antioxidante de defesa. Neste sentido, foi demonstrado que o uso de suplementos com propriedades antioxidantes reverteu o aumento de citocinas pró-inflamatórias como a Interleucina-6 (IL-6) e o Fator de Necrose Tumoral-α (TNF-α), induzido pelo consumo de uma refeição hiperlipídica com predomínio de ácidos graxos saturados. Uma meta análise de 13 estudos observacionais sobre o papel do selênio nas doenças cardiovasculares (DCV) demonstrou uma moderada relação inversa entre o estado dos marcadores do mineral e o risco de DCV. Contudo, estudos realizados em populações com um consumo adequado de selênio não encontraram evidências de proteção cardiovascular.
O selênio pode ser encontrado no solo e rochas, acabando por se acumular nas plantas, sendo desta forma introduzido na cadeia alimentar. Este mineral está presente na maioria dos alimentos, sendo que são boas fontes: castanha-do-pará, peixes, vísceras (rins e fígado), carnes; os cereais, verduras e outros alimentos vegetais também contêm selênio, contudo, o seu teor varia de acordo com o tipo de solo a partir do qual se desenvolvem. Sabe-se que a faixa considerada terapêutica do selênio é estreita e que sua toxicidade está parcialmente relacionada à capacidade que alguns compostos contendo selênio têm de gerar radicais livres. É necessário ter muita cautela na prescrição de suplementos deste nutriente, sendo o nutricionista o profissional capacitado para tal.

“Este texto foi escrito por Marianne Áurea

 

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2 comentário

Regina Sousa 19 de maio de 2015 at 15:51

Qual o suplemento que contém selenio?

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Mariane Áurea 20 de maio de 2015 at 15:00

Olá Regina. Bom, os suplementos polivitamínicos também contém o selênio além de conter outros minerais e vitaminas do complexo B. Há suplementos com apenas o selênio, porém não trabalhamos. Espero ter contribuído!

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