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Hibiscus e Testosterona

Hibiscus é um gênero botânico, com 300 espécies de lindas flores que são muito utilizadas para decoração. Há anos, plantas medicinais têm sido utilizadas para prevenir doenças e promover o bem estar, e igualmente aconteceu com uma das espécies de Hibiscus, que é a H. sabdariffa. O chá de hibisco é feito com as flores e botões da espécie Hibiscus sabdariffa e é bastante difundido não só pela bela cor, como pelo sabor e também pelos seus benefícios.

Eliminar quatro quilos em quinze dias, enxugar medidas e turbinar o emagrecimento são os milagres prometidos em revistas, mídia entre outros. Cientificamente o que se sabe é que no cálice da H. sabdariffa há ácidos orgânicos, principalmente ácidos cítricos, málico e antocianinas. Essas substâncias trazem vários benefícios, como o efeito diurético que contribui para eliminação de líquidos; efeito anti-hipertensivo tão eficaz quando comparado com o uso de alguns medicamentos hipotensores; hipocolesterolêmico, pois estudos mostram que pessoas com hiperlipidemia, diabetes e síndrome metabólica apresentaram redução de LDL e triglicérides e aumento do HDL e efeito laxante por estimular o peristaltismo intestinal. Além disso, tem ação antioxidante, por conta das antocianinas.

Mas há controvérsia em relação à toxicidade desta planta, alguns estudos mostram que o consumo médio de 150-180 mg/kg/dia do extrato aquoso não causa efeitos adversos.

Além da precaução em relação ao efeito tóxico desta planta, é importante saber sua atuação na produção de testosterona. Em estudos há uma relação inversa entre o hibisco e a testosterona. Os extratos do cálice de H. sabdariffa mostraram ser ricos em fitoestrógenos. Além disso, fenóis de plantas, antocianinas, e a mistura destes contribuem para a atividade estrogênica, por isso em alguns estudos feitos em ratos houve a redução dos níveis séricos de testosterona.

O uso de chás está cada vez mais difundido e os benefícios destes cada vez mais abordados, mas é necessário sempre o cuidado com a utilização destas substâncias, além da importância em considerar as partes da planta utilizada, a cor destas partes, as práticas de colheita e o método de preparação, pois estes fatores irão influenciar na composição. A quantidade, o preparo e o objetivo devem ser levados em conta, por isso é importante sempre o acompanhamento de um profissional da área.

Este texto foi escrito por Naia Ferreira, que faz parte da equipe de Nutrição da SNC Salvador

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2 comentário

Zaida Andrade Neves Lavratti 24 de junho de 2018 at 22:46

Boa noite: li em outros sites que o chá de hibisco diminui o estrogênio, o contrário do que foi afirmados nesse documentário de vocês. Gostaria de ter informações certas, pois estou tomando o chá diariamente e não posso repor estrogênio porque há três anos tive um câncer de mama estágio inicial hormônio dependente. Agradeço retorno. Att Zaida Lavratti

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Lara Cerqueira 26 de junho de 2018 at 18:22

Olá, Zaida.
O texto traz a informação de que este efeito foi observado em ratos e as doses utilizadas foram altas. Não há evidência ainda em humanos, as doses utilizadas em infusão não costumam ultrapassar as doses descristas como segura no texto. Mas é interessante que busque um nutricionista especialista em fitoterapia para acompanhar qualquer prática fitoterápica.
Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

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