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Picolinato de cromo: mais essencial do que se imagina

O cromo é um mineral onipresente necessário para o metabolismo de hidratos de carbono, proteínas e gordura. Na nutrição humana os alimentos ricos em cromo trivalente são: levedura de cerveja, gema de ovo, nozes, feijão verde, brócolis, entre outros, contudo não são fontes consumidas diariamente pela população e a quantidade que encontra-se desse micronutriente não é tão elevada.
Além da baixa ingestão outro ponto que vem sendo destacado é que em humanos, o consumo de grandes quantidades de açúcar, exercício físico exaustivo, gravidez e lactação levam ao aumento da excreção do cromo na urina. O equilíbrio negativo de cromo também foi observado em pacientes com diabetes tipo 1. Somado a estes fatores a eficiência absortiva deste elemento é muito baixa, tendo uma absorção média que varia 0,4-2,5%. E este processo de absorção vai depender de alguns fatores presentes na dieta e da forma química deste elemento. Amido, açúcares simples, ácido ascórbico, ácido oxálico, ácido nicotínico, e alguns aminoácidos, aumentam a absorção do mineral, enquanto que concentrações elevadas de fosfato, cálcio, magnésio, titânio, zinco, vanádio e ferro reduzem a taxa de absorção.
Assim, esses, são três fatores relevantes para suplementação de cromo: pouca ingestão, alta excreção e reduzida absorção. O picolinato de cromo é o cromo ligado ao ácido picolínico, e além de ser uma das formas mais bem absorvidas em humanos é a forma mais popular encontrada em suplementos alimentares, e a forma mais estável também.
A função do cromo mais relatada é em relação a perfil glicídico, por aumentar ligação da insulina ao seu local de ação, e tem quem relate também aumento do número de receptores de insulina. Com isso há melhora da glicemia em jejum e hemoglobina glicada. Há estudo relacionando a suplementação desse mineral, também, com depressão, compulsão alimentar, perda de peso e hipertrofia.
Os estudos abordando a suplementação de picolinato de cromo são bastante controversos, e vão depender principalmente da dosagem utilizada e do perfil dos participantes, se esses tem deficiência ou não. A literatura sugere que baixas doses de cromo (<400mcg/dia) pode ser suficiente para a amplificação da insulina e melhora da glicose em jejum, doses moderadas (600mcg/dia) podem ser suficientes para reduzir sintomas depressivos e desejo por doce e 1000mcg/dia seria necessária para evitar o ganho de peso.

Este texto foi escrito por Naia Ferreira, que faz parte da equipe de Nutrição da SNC Salvador

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