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Miostatina, a promessa de revolução.

Ao atingir o chamado platô de crescimento muscular é necessário uma mudança na rotina pessoal. Seja ela na dieta, ajustando para uma maximização de crescimento, no treinamento dentro da sala de musculação, proporcionando maiores micro lesões nas fibras musculares ou também no descanso, fornecendo ao corpo uma melhor recuperação para o próximo treinamento. Aliado ao aspecto de mudança dentro da dieta, temos o uso de suplementos alimentares. Suplementos esses que nos proporcionem um ambiente mais anabólico e recuperador. Recentemente surgiram no mercado os inibidores de miostatina, com a promessa de revolucionar o mundo esportivo. Mas será mesmo que eles funcionam? Vamos conhecer mais. A miostatina é uma proteína expressa na musculatura esquelética tanto no período embrionário quanto na idade adulta. Sua ação consiste em regular a proliferação dos mioblastos durante o período embrionário e a síntese proteica na musculatura esquelética durante e após o período embrionário. Este fator de crescimento da proteína natural existe em nossos corpos e trabalha para regular e limitar o crescimento muscular em um padrão pré-determinado geneticamente. Evidências e estudos de casos clínicos confirmam que a miostatina inibe o crescimento muscular, portanto, inibir a miostatina pode ser uma abordagem nova e inovadora para aumentar o crescimento muscular. Foi descoberto recentemente que alguns animais apresentavam mutações no gene da miostatina, de modo que se formava uma proteína não funcional, o que demonstrou que a miostatina inibia o crescimento da musculatura esquelética. Em um estudo modelo com ratos transgênico, chegou-se a conclusão que a super-expressão de bloqueadores da miostatina, como a folistatina, leva ao fenótipo de double muscling (dobrar o tamanho muscular). A miostatina inibe tanto a hiperplasia quanto a hipertrofia muscular, sendo que o ganho de massa muscular decorrente do bloqueio da miostatina se dá principalmente pelo aumento no número de fibras musculares. Em vista disso, acredita-se que o bloqueio da sinalização da miostatina seja um dos candidatos de maior potencial de abuso no esporte, já que o ganho de massa muscular pode ser decisivo em diversas modalidades esportivas. Contudo, a utilização de bloqueadores da miostatina como recurso ergogênico talvez ainda esteja um pouco distante, já que os estudos com bloqueio da miostatina envolveram animais transgênicos, ou seja, que não produziam a proteína desde o início do desenvolvimento. Não se sabe, portanto, quais são exatamente os efeitos quando o bloqueio ocorre apenas na idade adulta, período em que não se observa aumento no número de fibras musculares. Outra questão importante diz respeito à possibilidade de expressão dos genes inibidores da miostatina em outros tecidos musculares, como os lisos e o cardíaco. Uma vez que o coração também é um músculo, sendo assim não se sabe qual seria o efeito desse inibidor nesse órgão. A miostatina é o maior fator catabólico limitante de crescimento muscular. Este fator de crescimento da proteína natural existe em nossos corpos e trabalha para regular e limitar o crescimento muscular em um padrão pré-determinado geneticamente. Evidências e estudos de casos clínicos confirmam que a miostatina inibe o crescimento muscular, portanto, inibir a miostatina pode ser uma abordagem nova e inovadora para aumentar o crescimento muscular. Como citado acima, alguns produtos circulantes no mercado dizem ser inibidores de miostatina, porém na sua composição o princípio ativo é totalmente diferente daqueles já batidos na literatura, como a folistatina. MyoT12, princípio ativo de um dos produtos denominados de inibidores de miostatina mais famosos, tem sido demonstrado em um estudo clínico para reduzir a miostatina em sujeitos do estudo por uma média de 46% em 12-18 horas com apenas uma única porção. 100% de todos os indivíduos que participaram do teste clínicos mostraram reduções significativas na miostatina. A miostatina média declinou para 12,6 pg/mL com cada indivíduo respondendo positivamente. Porém, entre cerca de 24-30 horas, retornaram aos níveis normais com um valor médio de 28,1 pg / ml. O pouco de literatura que existe sobre a fortetropina, presente no MyoT12, foi realizado pela empresa que desenvolve o produto, alimentando a pulga que existe atrás de nossas orelhas. A verdade é que se inibir a miostatina em humanos saudáveis fosse algo concreto e palpável uma revolução realmente ocorreria no mercado de suplementação e no esporte à nível mundial. Essa realidade ainda está um pouco a nossa frente, sendo ainda necessário o trabalho duro dentro da academia aliado a uma dieta e descanso adequados.

“Este texto foi escrito por Felipe Carpintero
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2 comentário

Alberto Nunes Assumção 11 de maio de 2018 at 17:21

artigo bastante consistente do assunto. obrigado

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Lara Cerqueira 15 de maio de 2018 at 09:54

Olá, Alberto.
A equipe SNC agradece o reconhecimento!
Trabalharemos para que mais textos com esse carácter sejam produzidos.

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