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CLA é a Melhor Proposta para o Emagrecimento?

Atualmente, há diversas discussões sobre o uso do CLA (ácido linoleico conjugado) no Brasil. Através do processo industrial específico, é possível produzir sinteticamente o ácido linoleico conjugado mais conhecido por sua sigla em inglês CLA (Conjugaded Linoleic Acid). Esse composto é um derivado do ácido linoleico (ômega 6-W6) e difere deste por apresentar uma mistura de isômeros com duplas ligações conjugadas, ou seja, modificação na sua estrutura química. O CLA pode estar presente no óleo de cártamo. Contudo, CLA não é óleo de cártamo e vice-versa.

Na gordura das carnes e produtos lácteos contêm pequenas quantidades de CLA e em pequenas quantidades o nosso organismo pode obter naturalmente esta substância, através de diferentes vias metabólicas com diferentes desfechos fisiológicos a partir do ômega 6. O CLA tem sido promovido como um suplemento para perda de peso e de tecido adiposo. Porém, na literatura é possível verificar que os estudos ainda são divergentes nos resultados, trazendo benefícios e malefícios com o seu uso.

Alguns estudos verificaram a perda de peso, mas não avaliaram outros parâmetros. Estudos experimentais conduzidos em animais demonstraram que a suplementação de CLA pode levar ao aumento do fígado, esteatose hepática, hiperinsulinemia e diminuição dos níveis séricos de leptina. Em controvérsia, estudos em humanos foram testados altas doses, na qual não produziu efeitos significativos sobre a função hepática e renal em voluntários saudáveis. Porém, houve efeitos adversos como náuseas ou dor de cabeça. Outros verificaram o perfil lipídico do sangue com efeitos negativos sobre o HDL-c e outros com efeitos positivos.

O que mais dificulta o embasamento da segurança do CLA são as diferentes formas de estudo. Dificilmente encontram-se estudos avaliando os mesmo itens, o que impede uma melhor comparação. Além disso, há muitas variações nas proporções dos isômeros utilizados, dosagens, tempo de uso e os parâmetros utilizados (lipídeos séricos, perda de peso e gordura, função renal e hepática).

No Brasil, o CLA é proibido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por ser considerado uma gordura TRANS e por não haver evidências científicas suficientes para respaldar em humanos. Para obter resultados corporais sem danos a saúde, procure o profissional Nutricionista.

Este texto foi escrito por Jaqueline Menezes. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br

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2 comentário

Bárbara Marinho 25 de julho de 2015 at 04:20

Bem, se é proibido no Brasil, pela ANVISA. Por que vcs estão fazendo merchandise?

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sncsalvador 25 de julho de 2015 at 13:14

Oi Bárbara!

O objetivo do post é abrir o debate sobre o CLA, não fazer propaganda desse composto. A proibição de comercialização é na sua forma isolada, mas esse componente ocorre naturalmente nos alimentos.

Obrigado pelo comentário!

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