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Palatinose: Um carboidrato “inteligente”

A palatinose, isomaltulose ou lylose, é oriunda da palavra “palatinum”, nome da província alemã onde este dissacarídeo foi encontrado. Este carboidrato branco, cristalino e puro é derivado diretamente da sacarose (dissacarídeo – glicose + frutose). Promissor substituto da sacarose, a palatinose possui um suave sabor adocicado, apresentando cerca de 50% da doçura da sacarose, com propriedades físico-químicas e sensoriais muito semelhantes, podendo estar presente em chás, chocolates, biscoitos e chicletes.
Isômero da sacarose (substancia com a mesma fórmula molecular, mas com a sua estrutura espacial diferente), a palatinose é encontrada em frutas e raízes, principalmente na beterraba. O que acontece é um rearranjo enzimático da ligação 1,2-glicosídica entre a glicose e a frutose, com a ligação 1,6-glicosídica. As moléculas de glicose e frutose continuam combinadas, mas dessa forma, estão mais estáveis, formando a palatinose. Isso acontece graças à enzima glicosiltransferase presente em alguns microrganismos como, por exemplo, Protaminobacter rubrum, que modifica a estrutura molecular da sacarose convencional e assim, garante a sua fonte de alimento, criando um carboidrato dificilmente digerido por diversos outros microrganismos.
Conhecido como um carboidrato “inteligente”, a palatinose possui um baixo índice glicêmico (IG 32), enquanto que a sacarose apresenta maior índice glicêmico (IG 65). É liberada gradativamente fornecendo glicose de forma mais equilibrada, ou seja, evita picos de insulina e fornece energia em um intervalo maior de tempo. Além disso, possui uma alta resistência em alimentos ou bebidas ácidas, deixando-os mais estáveis e sem alterações indesejadas por mais tempo. Por apresentar um baixo potencial carigênico, a isomaltulose protege os dentes contra as caries. Isto acontece graças à alta estabilidade da ligação entre a glicose e a frutose, onde as bactérias da placa dentária não conseguem fermentá-las. Por essa e outras características, a palatinose já pode ser encontrada em diversos suplementos e alimentos industrializados.
Outra vantagem deste carboidrato é o seu poder em oxidar gordura, a palatinose consegue aumentar a utilização de gordura como fonte de energia fazendo o metabolismo do tecido adiposo aumentar. Promove a queima de gordura, aumenta a utilização da gordura corporal e de ácidos graxos como fontes de energia. A ingestão de palatinose também se mostrou benéfica para indivíduos com diabetes mellitus, onde apresentaram menor aumento da glicemia sanguínea e melhor linearidade da mesma.
Então, a utilização da palatinose pode ser feita como um açúcar alternativo, sendo uma ótima opção para a saúde, podendo ser consumido por todas as pessoas sem trazer malefícios. Vale lembrar, que o acompanhamento nutricional é essencial para o esclarecimento das necessidades diárias e situacionais.

“Este texto foi escrito por Raquel Coelho
 
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3 comentário

danilo 24 de julho de 2015 at 17:14

li varios artigos sobre a palatinose
em todos dizem que é possivel encontra-la nos alimentos como beterraba, mel e cana de açucar porem ela precisa Protaminobacter rubrum para ser modificada
caso n queira obte-la por meio de suplementos
ha como consegui-la na alimentação sem o Protaminobacter rubrum modifica-la ?????

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Raquel Coelho 24 de julho de 2015 at 21:02

Boa tarde, Danilo
já existe no mercado a Palatinose pura, podendo ser utilizada substituindo o açúcar convencional.
A Palatinose não existe sem a presença da Potaminobacter rubrum ou de alguns outros microrganismos que também possuem a enzima capaz de conseguir realizar o rearranjo enzimático como, por exemplo, Erwinia sp., Serratia plymuthica e Klebsiella planticola. O que pode acontecer são diferentes técnicas para promover uma imobilização da glicosiltransferase, a fim de limitar a migração das células e promover uma proliferação desta enzima em larga escala.

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danilo 30 de julho de 2015 at 15:09

ok raquel
obrigado por esclarecer minha duvida
bom dia

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