Sem categoria

ÁCIDO D-ASPÁRTICO E TESTOSTERONA

O ácido aspártico é um aminoácido presente no nosso corpo que geralmente não participa de estruturas proteicas. É conhecido por existir em duas isoformas, ácido L-aspártico (L-Asp) e o ácido D-aspártico (D-Asp). Altos níveis de D-Asp ocorrem transitoriamente no cérebro de ratos, galinhas e dos seres humanos, durante a última fase da vida embrionária, sugerindo ter participação no desenvolvimento do sistema nervoso. Ele foi primeiramente detectado nas células do polvo comum (Octopus vulgaris) e só recentemente em mamíferos. Além disso, dentro do sistema nervoso este aminoácido está envolvido na atividade visual, sugerindo ter um papel importante na neurotransmissão. Falando especificamente do ponto de vista hormonal, os estudos apontam que o D-Asp está, em ratos, relacionado principalmente com a espermatogênese, visto que ele se encontra presente em diversos tecidos testiculares de ratos e até mesmo no líquido espermático. Dentro de glândulas, estudos apontaram a presença desse aminoácido no hipotálamo (Pineal), na pituitária (Hipófise), e nas gônadas (eixo HPT). Tem sido observado que o ácido D-aspártico em ratos é capaz de desencadear a liberação do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) no hipotálamo, e consequentemente o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio do crescimento (GH) a partir da glândula pituitária e testosterona dos testículos.

Com o passar dos anos, mais ideias foram surgindo de produtos que pudessem aumentar ou regularizar a produção do hormônio testosterona. Com isso, o número de estudos que buscavam a influência do D-Asp e testosterona aumentaram. E como funcionaria esse aminoácido aumentando os níveis de testosterona? A resposta está principalmente no controle do eixo HPG (ou HPT, testículos) estimulando-o a liberar os hormônios “precursores” da testosterona. O aminoácido seria responsável por aumentar a liberação do precursor GnRH, que aumentaria consequentemente os níveis de LH, FSH e por fim, testosterona. Também, por se tratar de um hormônio derivado do colesterol, a produção de testosterona necessita do transporte desse composto para dentro da célula permitindo a síntese. E é aqui que entra o D-Asp. Supostamente ele é capaz de aumentar esse transporte do colesterol, através de um maior estímulo a proteína da família StAR, responsável por fazer esse transporte e respectivamente aumentar a produção do hormônio. Porém, mesmo um grande passo tendo sido dado em busca de uma confirmação na associação entre o aminoácido e a produção do hormônio, mais estudos ainda são necessários para definir a população alvo de uso, visto que alguns artigos não apresentaram relação positiva no uso por populações específicas, com viés  na idade (jovens com altos níveis de testosterona, por exemplo) ou no grau de treinamento dos indivíduos. Mesmo com esse impasse, o Ácido D-Aspártico parece, junto ao ZMA, estar um passo à frente de outros compostos e produtos que se intitulam estimuladores hormonais, tendo em vista o número de estudos e as explicações quando ao estímulo e mecanismo de ação.
“Este texto foi escrito por Felipe Carpintero

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br

Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor.

Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.