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O paradoxo dos adoçantes artificiais

Considerando o aumento mundial na prevalência da obesidade e a relação desta com o consumo excessivo de açúcar passou-se a defender o uso de adoçantes não calóricos, também conhecidos como adoçantes artificiais, pois estes não fornecem ou fornecem energia insignificante e, portanto, são ingredientes de diversos produtos alimentares. São utilizados por décadas, e seis (sacarina, aspartame, acesulfame-K, sucralose, tagatose, e glicosídeo de esteviol) são aprovados pelo FDA como seguro para consumo.

Os adoçantes na maioria das vezes são utilizados com o objetivo de aumentar a perda de peso ou evitar o ganho. E muitas vezes as pessoas que estão preocupadas com o seu peso, não estão seguindo uma dieta adequada, e usam adoçantes artificiais porque desejam reduzir o seu consumo diário de energia sem alterar o resto da sua dieta, com esta abordagem, elas esperam manter ou reduzir seu peso corporal.

Mas o que tem sido visto é que esses podem trazer alterações metabólicas à resposta glicêmica e insulina,  na microbiota intestinal e no paladar, pois, o poder de adoçar de um adoçante é superior ao do açúcar convencional, então pode haver menor sensibilidade ao doce, acostumando o individuo  a consumir alimentos cada vez mais adocicados.

Milhões de pessoas têm abraçado o consumo de produtos adoçados artificialmente como escolhas saudáveis, esperando que o uso destes produtos vá impedir que os resultados negativos de saúde apareçam, já que estes tão intimamente ligados ao consumo de açúcares. Mas os aspectos fisiológicos destes não são ainda totalmente esclarecido. Então cuidado com as propagandas mercadológicas dos “lights” e “diets” e com produtos industrializados. O mais adequado é não substituir atos e sim muda-los, controlar o teor de açúcar e só substitui-lo quando realmente necessário, para evitar futuras complicações e compensações.

Este texto foi escrito por Naia Ferreira, que faz parte da equipe de Nutrição da SNC Salvador.

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