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Suplementação na Síndrome Metabólica

A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares usualmente relacionados à deposição central de gordura e resistência insulínica. O National Cholesterol Education Program norte-americano descreveu que o diagnóstico de SM é determinado pela presença de três ou mais das seguintes afecções: obesidade abdominal (determinada por valores de circunferência de cintura superiores a 102cm e 88cm, em homens e mulheres, respectivamente), hipertensão arterial sistêmica (definida por níveis pressóricos iguais ou maiores que 130/85mmHg), tolerância à glicose prejudicada (glicemia de jejum entre 110 e 125mg/dl), hipertrigliceridemia (valores iguais ou superiores a 150mg/dl) e baixas concentrações sanguíneas de HDL-c (inferiores a 40mg/dl para homens e 50mg/dl para mulheres. Esta se associa também a elevações do fibrinogênio, do PAI-1 e possivelmente de outros fatores de coagulação, caracterizando um estado pró-trombótico.
Estudos realizados com humanos demonstraram que o uso de ômega-3 (2,4g/dia) pode levar a um aumento significativo nos níveis de HDL-c e redução de fatores relacionados com a coagulação, como o tromboxano além da melhora significativa dos biomarcadores de função endotelial. Adicionalmente, a suplementação de óleo de Krill (fonte de ômega-3, extraído de crustáceo) demonstrou em indivíduos com níveis limítrofes de triglicerídeos, redução dos níveis de triglicerídeos plasmáticos e não ocasionou elevação do LDL-c. A sociedade brasileira de cardiologia (SBC) relata que ácidos graxos ômega-3 atuam reduzindo a trigliceridemia por diminuir a produção das VLDL no fígado, de modo que podem ser utilizados como terapia coadjuvante nas hipertrigliceridemias. A posologia varia de 4g a 8g/dia.
Tolerância à glicose, glicemia de jejum alterada e síndrome metabólica são considerados precursores ao diabetes mellitus tipo 2. Segundo a literatura, a suplementação de picolinato de cromo (1000mcg/dia) por 8 meses em indivíduos obesos melhorou significativamente a sensibilidade a insulina, porém não alterou a composição corporal, a mesma dose suplementada em indivíduos com a glicemia de jejum alterada não demonstrou resultados significativos, o que pode-se pensar que quanto maior o grau de resistência à insulina melhor são os efeitos do cromo.
Alterações na composição corporal, como a redistribuição de gordura periférica para depósitos intra-abdominais (obesidade central) aumentam o risco de desenvolvimento de síndrome metabólica. Segundo a literatura, a suplementação com óleo de cártamo em indivíduos obesos e com diabetes mellitus tipo 2, reduz o tecido adiposo no tronco, aumenta a massa magra e níveis de adiponectina e melhora o controle glicêmico, o que pode reduzir o risco de doença cardíaca, bem como outras comorbidades associadas.
Um número de estratégias nutricionais inovadoras têm sido propostas como tratamentos alternativos e seguros para reduzirem a morbidade bem como o custo do tratamento da SM, uma delas é a suplementação de alguns nutrientes como os citados acima, além de modificações do estilo de vida, como mudanças nos hábitos alimentares e a prática de exercício físico.

“Este texto foi escrito por Marianne Áurea

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