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Suplementação na terapia pós-ciclo

Atualmente, ter músculos bem desenvolvidos se tornou um valor central relacionado a padrões de beleza no contexto cultural. Esta realidade, juntamente com o avanço da tecnologia voltada para escultura corporal, faz com que os indivíduos procurem a construção da própria imagem dentro deste padrão de “corpo perfeito” imposto pela mídia. Estes fatos levam alguns ao consumismo irracional de esteroides anabolizantes com o objetivo de alcançar o padrão estético ideal, sendo os mais utilizados: testosterona, nandrolona, estradiol, estanozolol, metandrostenolona, cipionato de testosterona, metenolona e oximetalona.
Entretanto, uma série de indicações tem feito dos esteróides anabolizantes uma ferramenta terapêutica para diversas condições clínicas: deficiências androgênicas, aplasia de medula óssea, angioedema hereditário, sarcopenia associada à AIDS e DPOC e estados catabólicos em pacientes graves e queimados. O que muitos não sabem é que estes devem ser utilizados sob prescrição e as doses utilizadas para estes fins são 100 vezes menores do que as utilizadas por indivíduos que visam o aumento de massa muscular.
O consumo abusivo e indiscriminado de esteroides anabolizantes, pode trazer diversos danos à saúde, incluindo lesões em múltiplos órgãos, acne, atrofia testicular, problemas no fígado, retenção hídrica, alterações do humor, impotência sexual e ginecomastia.
Na tentativa de reduzir estes efeitos adversos provocados pelos esteroides, faz-se uso da terapia pós-ciclo (TPC) com o objetivo de restaurar a produção endógena normal de hormônio sexual (principalmente testosterona). Além disso, devido à ação severa de alguns esteróides anabolizantes no fígado (particularmente os orais – 17-AA), a TCP é utilizada também para ajudar a retirar algumas das toxinas neste órgão.
Dente os repositores hormonais, umas das estratégias é o uso do ZMA, uma fórmula patenteada que pode melhorar o perfil anabólico hormonal, reduzir o catabolismo e melhorar o estado imunitário. Estudos trazem, que estão associados a aumento significativo na testosterona, IGF-1 e força muscular. Outra estratégia seria o uso do Tribulus terretris. Em um estudo realizado em ratos e coelhos, verificou que este pode melhorar a função erétil e pode ser usado como um potencializador sexual. A Mucuna Pruriens é um fitoterápico capaz de aumentar a produção de dopamina, com isso, evita que a prolactina faça um ciclo de retroalimentação que evita a produção de testosterona. O extrato de silimarina seria interessante devido ao seu papel antioxidante e hepatoprotetor, assim como o ômega-3, que também poderia ser utilizado, uma vez que o uso de esteroides anabolizantes, pode provocar danos no fígado.
É importante ressaltar que a eficácia das substâncias utilizadas durante a terapia pós-ciclo pode não ser eficaz em todos os indivíduos.

 

Este texto foi escrito por Rejane Oliveira

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2 comentário

Marizete Rodrigues dos Santos 22 de agosto de 2015 at 12:19

Parabéns Rejane, sempre estou lendo seus textos. Todos deveriam ler, pois trazem informações importantes para a nossa vida. Desejo sucesso para a sua trajetória.

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Rejane Oliveira 22 de agosto de 2015 at 22:26

Olá Marizete, obrigada pelo reconhecimento e espero contribuir cada vez mais, através destes textos, para seu conhecimento e qualidade de vida.

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