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A importância do sono

Para a manutenção do nosso ciclo circadiano (do latim: circa = em torno de; dies = do dia) e do ciclo de sono e vigília dependemos da ação de diversos fatores externos e internos do nosso corpo. Portanto, fatores como a luminosidade e o calor do dia, a escuridão e a redução de temperatura ambiental à noite, os ruídos da cidade e dos animais, dentre outros elementos, são condicionadores da manutenção do ritmo de atividades alternada com o repouso, dentro do padrão circadiano.
Sendo assim, estímulos externos como a luminosidade do ambiente são fundamentais para a regulação do sono, atuando sobre a glândula pineal, que secreta a melatonina. A melatonina por sua vez, é um neuro-hormônio denominado “hormônio da escuridão”, o qual fornece a informação ao organismo de que é noite. O aumento dos seus níveis está fortemente relacionado com o aumento da sonolência e diminuição da temperatura corporal, provavelmente por meio de sua ação nos seus receptores existentes em vasos sanguíneos periféricos, resultando em vasodilatação e consequente atividade nos centros do sono do hipotálamo. Além do seu efeito como regulador da qualidade do sono, a melatonina também possui ação antioxidante, anti-inflamatória e anticoagulante.
Naturalmente, existem alguns nutrientes que podem melhorar a qualidade do sono. O leite, por exemplo, é um alimento rico em triptofano e no nosso organismo esse aminoácido é convertido em serotonina, sendo este último, precursor de melatonina no cérebro. As vitaminas do complexo B estão intimamente relacionadas ao metabolismo do sono, como a vitamina B6 que é essencial na síntese de serotonina, e a vitamina B12 que esta relacionada à secreção de melatonina. Minerais como o magnésio e o zinco também participam da regulação do sono. O magnésio atua aumentando a secreção de melatonina pela glândula pineal, estimulando a atividade da serotonina N-acetil-transferase, enzima-chave na síntese de melatonina. O zinco, por sua vez, é um cofator importante para o metabolismo de neurotransmissores, prostaglandinas, e melatonina.
Os distúrbios provocados pelas alterações dos horários de sono e vigília influenciam o apetite, a saciedade e, consequentemente, a ingestão alimentar, o que parece favorecer o aumento da obesidade. Existe uma relação direta entre a curta duração de sono e o desenvolvimento da obesidade. Estudos mostraram que a diminuição na duração do sono está relacionada com uma menor concentração plasmática de leptina (hormônio que aumenta saciedade), elevação da concentração plasmática de grelina (hormônio estimulador do apetite) e aumento na massa corporal.
Portanto, uma boa noite de sono é de fundamental importância para o aumento do estímulo hormonal, melhora do humor e melhor recuperação.
Este texto foi escrito por Gabriel Medrado. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

8 comentário

Gabriel Novaes Pauperio 24 de agosto de 2015 at 11:32

Muito bom!!

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Gabriel Medrado 24 de agosto de 2015 at 23:28

Olá Gabriel, espero que o texto lhe tenha sido útil. Obrigado pelo comentário !

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Felipe Maia 25 de agosto de 2015 at 02:04

Ainda que para um leigo na nutrição, o artigo está bem feito e explicativo. Sou sinestésico, então exemplos me ajudam na compreensão, como a dica do leite! Excelente material

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Gabriel Medrado 25 de agosto de 2015 at 03:18

Olá Felipe, fico muito feliz em saber que o texto contribuiu para a sua compreensão sobre o tema. Obrigado pelo comentário !

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Liliane 3 de setembro de 2015 at 12:10

Olá,

Parabéns pelo artigo,Gabriel ! Só sinto falta nos artigo da SNC das referências científicas no final dos textos. Abraços!

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Gabriel Medrado 4 de setembro de 2015 at 17:35

Olá Liliane,
Obrigado pelo comentário!
Não colocamos as referências por não ser artigo científico.

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Liliane 11 de setembro de 2015 at 02:33

Sim. Mas é interessante citar as fontes dos estudos exemplificados no texto, principalmente pra quem é da área de Nutrição e recebe os ‘artigos’ para leitura e informação ,necessita de mais embasamento científico para poder prescrever os produtos com segurança. Abraços!

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Gabriel Medrado 11 de setembro de 2015 at 13:15

Liliane,
As referências serão disponibilizadas caso sejam requisitadas, se tiver interesse posso enviar para seu e-mail.

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