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Hipercalóricos clínicos e esportivos

A ingestão calórica está intimamente associada a nossa saúde. O balanço energético é o equilíbrio corporal do total de energia gasta em atividades no cotidiano, na manutenção das funções vitais e o total de consumo calórico, logo em situações que há o desequilíbrio surgem enfermidades como a obesidade, caracterizada por maior ingestão com menor gasto energético. Já quando ocorre o oposto, em que o gasto supera o consumo energético, seja pela prática de exercícios físicos ou pelo estabelecimento de algumas doenças que demandam um maior aporte energético é necessário o suprimento das carências nutricionais para que não favoreça a redução ponderal global associado a perda de massa magra. No âmbito esportivo, para que não seja prejudicial no desempenho do atleta como também na esfera hospitalar e ambulatorial , situações mais extremas são susceptíveis a desnutrição, que é uma adaptação do organismo à escassez de nutrientes, podendo favorecer o estabelecimento de doenças oportunas, piorando a qualidade de vida do paciente e o seu tempo de internamento.
A suplementação calórica objetiva o favorecimento do balanço energético, elevando a densidade calórica da dieta, logo os hipercalóricos são utilizados estrategicamente para suprir tais demandas permitindo o ganho ponderal. Os hipercalóricos clínicos e esportivos possuem composição de proteínas, carboidratos e lipídios semelhantes, sendo o carboidrato o componente de maior concentração, logo o maior responsável pelo aporte de calorias. A maior diferença advém de legislações distintas referentes a padrão de rotulagem, constituição e a possibilidade de utilização destes hipercalóricos, discriminando o uso complementar ou isolado.
Os hipercalóricos clínicos devem obedecer a padronização de rotulagem específica e quanto a sua composição, exige um percentual diferenciado de macronutrientes, sendo o carboidrato de maior porcentagem como todo e qualquer hipercalórico, além de ser obrigatório a presença de vitaminas e minerais, respeitando os valores previamente estabelecidos em legislação, é listado substâncias que podem ser acrescidas e suas respectivas dosagens. Observa-se que a rigorosidade e o detalhamento da legislação para este tipo de hipercalórico é explicado pela possibilidade de uso isolado, podendo substituir uma refeição através da nutrição enteral, que se refere a alimentação espontânea ou via oral , ampliando como via alternativa o uso em sondas.
Os hipercalóricos esportivos são categorizados em legislação vigente como alimentos compensadores energéticos, utilizados na adequação de nutrientes da dieta de praticantes de atividade física, usado na forma de substituição parcial de refeições, traz em sua composição alta carga calórica, composto por carboidratos, proteínas e alternativamente lipídios, sua fórmula pode ser adicionada de vitaminas e minerais, sendo assim, não se faz obrigatório em sua composição.
A utilização de hipercalóricos clínicos e esportivos devem ser analisados com bastante criticidade, tendo em vista as particularidades em sua composição, a oferta de hipercalóricos esportivos podem não ser uma estratégia eficaz para utilização em indivíduos portadores de enfermidades, desnutridos ou em risco para desencadeamento da desnutrição, tendo em vista que minerais e vitaminas e outros micronutrientes são indispensáveis para a manutenção fisiológica, além da possibilidade de seu uso isolado substituindo uma refeição, os hipercalóricos clínicos, desse modo, possuem formulação mais completa , atendendo adequadamente a estas especificações.

Este texto foi escrito por Ivana Fiscina
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