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Hipercortisolismo- Como e por que modular?

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas adrenais que estão localizadas acima dos rins.  A sua liberação é estimulada pelo hormônio adrenocorticotrifico (ACTH) que, por conseguinte, é regulado pelo hormônio liberador de corticotrofina (CRH), principalmente em situações de estresse inespecífico, febre, hipoglicemia, inflamação, jejum, dor, trauma e medo.

 

O excesso da liberação de cortisol é denominado  hipercortisolismo, que pode ser provocado, na maioria das vezes, pela administração de glicocorticoides exógenos, uma vez que são bastante aplicados na prática clínica para o tratamento de patologias inflamatórias, alérgicas, imunológicas e reumatológicas. Mas, pode ocorrer também quando há um aumento da produção endógena deste hormônio, como é no caso de doenças hipotalâmico-hipofisárias primárias associada a hipersecreção de ACTH e pode acontecer pela hiperplasia ou neoplasia da glândula adrenal.

 

A modulação do hipercortisolismo pode ser feita através da diminuição de fatores de estresse, evitando longos períodos em jejum, controle do sono ou  regulando a quantidade de cortisol administrados farmacologicamente. Em casos mais graves, como tumores na adrenal ou no hipotálamo,  esta modulação pode ser feita através de procedimentos cirúrgicos.

 

Há também, alguns nutrientes que podem auxiliar na diminuição dos níveis de cortisol. O ZMA (fórmula  patenteada de zinco, magnésio e piridoxina), por exemplo, tem demostrado importância neste processo por conta, principalmente da presença de magnésio neste suplemento. Além disso, o óleo de peixe (EPA e DHA), está atrelado também a este mesmo efeito, sendo que, ainda pode reduzir os níveis de estresse . Estudos demostram que a Fosfatidilserina, pode reduzir a liberação tanto de cortisol como de ACTH,  em indivíduos com stress físico e mental agudo, entretanto  sua eficácia tem demostrado resultados quando associado a outras substâncias, como por exemplo, o ômega-3. O uso de whey protein seria também outra estratégia, uma vez que tem papel importante na diminuição deste hormônio após a realização de atividades físicas.

 

É de fundamental importância a modulação do hipercortisolismo uma vez que o cortisol tem efeito sobre o metabolismo dos glicídios (aumentando a gliconeogênese), dos lipídios (aumentando a sua síntese) e das proteínas (provocando o catabolismo). Ademais, se administrados de forma crônica, podem reduzir a matriz óssea uma vez que diminui a absorção de Cálcio à nível intestinal e o aumenta a excreção renal deste mineral, favorecendo o surgimento de osteoporose e fraturas. O cortisol ainda tem efeito sobre o trato gastrointestinal, levando ao surgimento de úlceras gastroduodenais, pois provoca aumento da secreção de ácido clorídrico, pepsina e tripsina pancreática e diminui a secreção de muco.

 

“Este texto foi escrito por Rejane Oliveira, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.

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