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Suplementação e imunidade

O termo “imunidade” é derivado da palavra latina immunitas, refere-se à proteção contra processos legais que os senadores romanos tinham durante o seu mandato. Historicamente, imunidade significava proteção contra doenças, em particular contra doenças infecciosas. As células e moléculas responsáveis pela imunidade formam o sistema imunológico.
Dentro da imunidade existem duas divisões na defesa contra microorganismos. A imunidade natural, ou inata, sendo essa a linha de defesa inicial contra os microorganismos, consistindo em mecanismos de defesa celulares e bioquímicos que já existiam antes do estabelecimento de uma infecção e que estão programados para responder rapidamente a infecções. Já o sistema imune adaptativo, ou adquirido, é decorrente do contato com uma substância estranha. Ela é estimulada e desenvolvida somente após a exposição à patógenos.
Nos dias atuais, diversos fatores podem colaborar para uma baixa da imunidade, por exemplo: a exposição a ambientes estressantes, o uso excessivo do álcool, tabagismo, sedentarismo, excesso de treinamento, hábitos alimentares inadequados, entre outros. Nesse contexto, alguns suplementos alimentares apresentam efeitos benéficos que podem auxiliar na promoção da imunidade, como: os probióticos, a glutamina e o ômega-3.
Os probióticos são microrganismos vivos, que em quantidades suficientes atingem o intestino em um estado ativo exercendo efeitos positivos para a saúde. Os microorganismos probióticos não agem exclusivamente no intestino grosso através da microbiota, eles também afetam outros órgãos pela modulação de parâmetros imunológicos, por permeabilidade intestinal, pela translocação bacteriana, ou pelo fornecimento de metabolitos bioativos ou reguladores. Dentre os microorganismos probióticos encontram-se os Lactobacillus e os Bifidobacterium, são estes bactérias gram-positivas produtoras de ácido láctico, que constituem grande parte da microbiota intestinal adequada.
A glutamina é o aminoácido livre mais abundante no plasma e no tecido muscular sendo também encontrada em concentrações relativamente elevadas em outros diversos tecidos corporais. É classificada como um aminoácido não essencial. O seu uso tornou-se fundamental devido ao seu envolvimento com os processos nas respostas imunes e inflamatórias. Levando em consideração que a concentração plasmática de glutamina está diminuída em condições de estresse, tais como em pacientes queimados, durante a septicemia, pós-cirurgia, após exercícios de resistência e no super treinamento.
Os ácidos graxos, principalmente o ácido graxo insaturado ômega-3, cumprem uma variedade de papéis dentro do sistema imunológico, como: compor a membrana celular contribuindo para as propriedades físicas e funcionais da mesma, conferindo-lhe maior fluidez, e permitindo difusão de substâncias importantes no metabolismo imunológico e celular. Atuam também como precursores para a síntese de mediadores lipídicos bioativos como prostaglandinas, leucotrienos e lipoxinas.
Existe uma diversa gama de suplementos alimentares que auxiliam na melhora do sistema imunológico além dos descritos acima, como o whey protein, os antioxidantes, a arginina, a levedura de cerveja, dentre outros. Sua prescrição deve estar sempre sendo orientada por um profissional da área de nutrição visando à busca por melhores resultados.

Este texto foi escrito por Gabriel Medrado, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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