Suplementação para bariátricos

Dentre as diversas estratégias na busca pelo emagrecimento, a cirurgia bariátrica vem ganhando muito espaço, principalmente para indivíduos que tem dificuldade de perder peso através de dietas, exercício físico ou até mesmo psicoterapia. A principal indicação para a cirurgia bariátrica, é para pessoas não responderam ao tratamento conservador por pelo menos 5 anos, que possui IMC>40 kg/m2 ou obesidade grau 2 com alguma co-morbidade (diabetes, dislipidemia, apneia do sono e hipertensão).

Existem algumas limitações para a realização da técnica, dentre elas, paciente que possui uma limitação intelectual significativa, que não possuem um suporte familiar adequado, ou que possui transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas. Pessoas que apresentam doença cardiopulmonar grave e descompensada, hipertensão portal, doenças imunológicas ou inflamatória do trato digestivo superior ou síndrome de cushing, também possuem limitações e por isso deve ser avaliada a relação risco-benefício.
Os tipos de cirurgias realizadas podem ser restritivas (redução do estômago) ou desabsortivas (provoca um desvio no intestino, diminuindo a capacidade absortiva), ou podem ser combinadas (mistas). As técnicas  mais comuns são balão intragástrico, banda gástrica ajustável, gastrectomia vertical e bypass gástrico.
Esta última é a mais utilizada e consiste na retirada de grande parte do estômago, todo o intestino delgado e 30 a 50cm do jejuno. Como consequência disso, haverá grandes deficiências nutricionais, como, vitaminas do complexo B (principalmente a B12), Ferro, Cálcio, Selênio, Magnésio e Proteínas (di e tri peptídeos), que podem trazer danos como queda de cabelo, unhas quebradiças, anemia, osteoporose, ou distúrbios neurológicos.
A suplementação destas vitaminas e minerais, além de proteínas para estes indivíduos (principalmente no período próximo, após a realização da cirurgia)  são de extrema importância uma vez que além de causar uma restrição da capacidade gástrica que implica numa menor ingestão de calorias e micronutrientes, e menor produção de HCL pelo estômago, haverá uma redução da capacidade absortiva de nutrientes, por conta da falta de fator intrínseco e enzimas digestivas. Ademais, o próprio fato da intolerância a alguns alimentos por conta da cirurgia, faz excluir da dieta, alimentos que por ventura, são fontes de nutrientes fundamentais para a saúde.
Estudos tem demostrado que em muitos indivíduos bariátricos, pode haver deficiência de vitamina B12, 1 ano ou até mesmo 10 anos após a realização da técnica cirúrgica. Por isso, é de extrema importância que o indivíduo que for submetido a esse tipo de técnica cirúrgica, seja acompanhado antes (corrigindo as deficiências já instaladas), durante e principalmente após a bariátrica, de forma frequente, e não somente após pouco tempo de cirurgia.

 

“Este texto foi escrito por Rejane Oliveira, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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