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Multivitamínicos e qualidade de vida

Os multivitamínicos são comercializados de forma livre e sem a necessidade de prescrição médica ou nutricional e por conseguinte, concentram maior volume em venda. Constituídos de vitaminas lipossolúveis, hidrossolúveis além de um complexo de minerais, os multivitamínicos, de fato, são produtos de grande demanda no Brasil e seu consumo cresce ao passo que voga na sociedade atual o estilo de vida saudável. As dosagens dos nutrientes predizem em categorizar o multivitamínico em suplemento ou em um fármaco segundo a legislação sanitária brasileira.
A Portaria SVS nº 32/9825 classifica os suplementos vitamínicos e/ou de minerais e restringe sua composição ao intervalo de 25 a 100% da ingestão diária recomendada de cada nutriente. De acordo com a legislação, polivitamínicos são: “Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais para fins deste regulamento, doravante denominados simplesmente de “suplementos”, são alimentos que servem para complementar com estes nutrientes a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos onde sua ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação. Devem conter um mínimo de 25% e no máximo até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitaminas e ou minerais, na porção diária indicada pelo fabricante, não podendo substituir os alimentos, nem serem considerados como dieta exclusiva. ”
Vitaminas hidrossolúveis, são componentes de sistemas de enzimas essenciais, envolvidas em reações pertinentes com o metabolismo energético. Este tipo de vitaminas não é potencialmente armazenado pelo organismo, devido a sua solubilidade em água é facilmente eliminada pelo suor e urina. A suplementação deste complexo de vitaminas, logo, é extremamente relevante para atletas, pois permite a execução do exercício de maneira eficiente, já que grande parte das vitaminas hidrossolúveis participam do metabolismo produtor de energia. Indivíduos expostos a rotina exaustiva não podem ser privados deste tipo de suplementação, já que resultados são positivos, trazendo benefícios para sua qualidade de vida.
As vitaminas lipossolúveis são moléculas apolares e dependem de solubilização micelar para serem absorvidas no lúmen intestinal. Sendo assim a absorção, é dependente de todos os componentes lipídicos envolvidos na formação da micela e ainda, do estímulo das funções pancreáticas e biliares promovidas pela ingestão do alimento. Todavia, dependendo da composição da dieta, algumas gorduras e outros alimentos podem interferir de forma negativa na absorção da vitamina. Em função dessa complexidade de fatores, torna-se ampla a aceitação para a recomendação de multivitamínicos no intuito de complementação, visto a biodisponibilidade relativa de vitaminas lipossolúveis.
Sabe-se que a maioria dos minerais possui seu sítio de absorção no intestino delgado, principalmente em porção proximal, na altura do duodeno, antagônico a este o cobre e o selênio possui como local de potencial absorção o meio gástrico. Cálcio, magnésio e fósforo possuem absorção no cólon, logo a variedade de sítios de absorção é de relevância para avaliar, principalmente nestes últimos minerais, já que há vantagem quanto a interação com fibras alimentares, que possuem maior interferência no intestino delgado.
Em relação a apresentação dos minerais nos suplementos multivitamínicos é a sua manipulação sob a forma inorgânica ou quelato. Tradicionalmente, os suplementos de Cu, Mn e Zn, minerais de maior comercialização, formam compostos inorgânicos, quando apresentados na forma de sais de sulfato. Nesses sais, o oligoelemento está associada com sulfato numa forma seca, mas dissocia-se do sulfato quando hidratado no trato digestivo. As formas orgânicas dos minerais incluindo os quelatos de metais, metais, complexos de metal, quelatos hidroxi metionina, proteinatos de metal, e os propionatos de metais, têm sido desenvolvidos para potencializar a absorção intestinal e mineral e consequentemente sua biodisponibilidade.
Compreender a relação entre qualidade da dieta e utilização de suplemento dietético é importante para determinar a eficácia da prática de suplementação. Satisfazer as necessidades de nutrientes da dieta por si só, pode ser difícil para os indivíduos com maiores exigências como atletas e praticantes de atividades físicas ou com ingestão inadequada devido a restrições dietéticas ou pelo estilo de vida, como ocorre na população de modo geral. Suplementos de micronutrientes podem, portanto, ser um benefício para estes grupos.

Este texto foi escrito por Ivana Fiscina, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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2 comentário

Gilson 1 de fevereiro de 2016 at 21:02

Excelente publicação. Bastante esclarecedora.

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Ivana Fiscina 2 de fevereiro de 2016 at 17:05

Agradeço o retorno Gilson. Estou a disposição para maiores esclarecimentos!

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