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Ácido Araquidônico e exercício físico

O ácido araquidônico (20:4,ω-6) é um ácido graxo poli-insaturado nutricionalmente essencial (PUFA) e relativamente abundante em fosfolipídios da membrana. O teor de ácidos graxos em fosfolipídios sarcoplasmáticos é pensado, em primeiro momento, para subordinar estratégias de hábitos alimentares em praticantes de exercício físico, tendo em vista que essa população apresenta razão inferior ω-6/ω-3 em comparação com os sedentários. Evidências apontam que a alta ingestão de ácidos graxos ω-6 se correlaciona com o aumento do teor fosfolipídio de membrana. Além disso, tem sido relatado o ácido araquidônico (AA) para ser um composto bioativo envolvido em processos inflamatórios que ocorre em resposta a tensão mecânica, tais como o treinamento de resistência.

De forma geral o  AA é hidrolisado pela enzima fosfolipase citosólica A-selectiva 2 (CPLA 2) e então é liberado a partir de membranas celulares podendo ser convertido em  eicosanoides (agrupados em prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos), caracterizado por serem mediadores inflamatórios, produzidos por três vias diferentes que envolvem as lipoxigenases (LOX), cicloxigenases (COX) e a via de monoxigenase citocromo P450, respectivamente. Devido ao fato de AA ser um substrato da isozima COX-2 que é convertido para o produto final a prostaglandina PGF2A, o aumento potencial de AA intracelular via suplementação nutricional pode potencializar a produção no pós-exercício de PGF2A, além disso por intermédio deste mecanismo, pode-se aumentar ainda mais a síntese de proteína muscular e levar à hipertrofia muscular posterior ao longo de períodos de suplementação paralelo ao treino de resistência.

O provável papel de células inflamatórias como via de sinalização de síntese proteica, funções sobre o desempenho via regeneração celular e angiogênese como sugerido em alguns estudos, em dores e miopatias de forma geral promovidos pela reparação celular, faz o ácido araquidônico uma via potencial e inovadora na terapêutica clínica e esportiva. No que concerne ao ambiente esportivo, já que algumas prostaglandinas e leucotrienos são essenciais para promoção do crescimento muscular e diferenciação, o ácido araquidônico pode ser pensado para atuação na nutrição clínica como um tratamento complementar a fármacos como ibuprofeno, glicocorticoides, que dificultam a retaliação celular mediante a inibição dos processos reparatórios que envolvem os tecido muscular esquelético.

Este texto foi escrito por Ivana Fiscina, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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