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Suplementação Nutricional no Câncer

O câncer é um conjunto de mais de 100 doenças, sendo considerado uma enfermidade multicausal, caracterizado pela divisão e reprodução anormal de células que podem se espalhar de forma sistêmica pelo corpo, apontado como  primeira causa de mortalidade no mundo. Acredita-se que em 2020 o número de novos casos desta enfermidade atinja a casa dos 15 milhões. O desenvolvimento do câncer resulta de uma interação entre fatores endógenos e ambientais, destacando-se as dietas inadequadas.
Alguns cuidados nutricionais especiais são necessários para os pacientes oncológicos, a fim de oferecer uma melhor qualidade de vida e de tratamento. A desnutrição calórica e proteica nestes indivíduos é bastante freqüente, sendo que os principais fatores determinantes são a redução do apetite, as dificuldades mecânicas para mastigar e deglutir alimentos, os jejuns prolongados para exames ou cirurgias, as alterações metabólicas provocadas pelo tumor e o aumento da demanda calórica pelo crescimento do tumor.
As recomendações nutricionais são específicas e de extrema importância para esses pacientes, principalmente devido ao estresse patológico e cirúrgico que aumentam a degradação proteica, e requerimento proteico. A recomendação de proteínas intercala-se entre 1,0 a 2,0 gramas/Kg/dia. Em algumas referencias na literatura é possível encontrar recomendações de até 2,5 gramas/Kg/dia em níveis de estresse muito alto, sendo possível também a recomendação da terapia nutricional enteral e em casos ainda mais graves a parenteral.
Sobre os micronutrientes, esses pacientes apresentam freqüentemente deficiências devido ao aumento das necessidades associado à diminuição de ingestão e a possíveis perdas. Devem ser ofertados a pacientes oncológicos, uma a duas vezes as Dietary Recommended Intake (DRI), porem algumas referências literárias desestimulam esses acréscimos, utilizando como explicação que altas doses de micronutrientes poderiam beneficiar a promoção do câncer. É interessante entender que em determinadas neoplasias a suplementação ou a restrição de micronutrientes específicos podem ser necessários. Ressaltando que não existe na literatura recomendações direcionadas para pacientes enfermos.
Como já explicitado neste texto muitos fatores podem interferir no estado nutricional dos pacientes oncológicos, tornando visível os benefícios dos suplementos nutricionais. Os hiperproteicos e hipercalóricos, são bastante indicados para a prevenção ou redução dos efeitos da desnutrição. A literatura científica também exalta os benefícios dos aminoácidos, BCAA, Whey protein e HMB na diminuição do catabolismo protéico através da inibição do sistema ubiquitina proteossoma e estimulo da síntese proteica, porém ainda são um pouco controversos. O Ômega 3 poderia previnir a perda de peso e a interrupção da radioterapia/quimioterapia, por seus benefícios anti-inflamatórios, melhora a função imune e aliado a glutamina os efeitos podem se tornar ainda mais visíveis. Além destes, os prebioticos e as enzimas pancreáticas, também desempenhariam um papel muito importante no tratamento do paciente, melhoram a absorção e digestão dos nutrientes.
É bastante contagiante a descoberta dos possíveis benefícios da suplementação nos pacientes oncológicos, porém ainda não há consenso na literatura acerca deste tipo de procedimento, por tanto é essencial a procura por um nutricionista para melhor aconselhamento e eliminação de potenciais riscos.

Este texto foi escrito por Nathalia Ramos, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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