Métodos de Avaliação Corporal

A avaliação da composição corporal tem o objetivo de quantificar os diferentes compartimentos corporais a depender da abordagem, em dois, três ou mais compartimentos, que somados correspondem ao peso corporal total do indivíduo. Comumente, são monitoradas a massa gorda e massa livre de gordura.
Existe uma preocupação em monitorar a quantidade de gordura, devido ao excesso de gordura está associado à obesidade e doenças crônicas não –transmissíveis. Entretanto, o seu déficit, pode comprometer o processo de crescimento, desenvolvimento e maturação. Por isso, a composição corporal possui uma relação estreita com o fator saúde.
A disponibilidade de métodos que permitem estimar a composição corporal é fundamental para avaliação de atletas e do estado de saúde de indivíduos. Há diversos métodos para análise da composição corporal, é importante conhecer a limitação de cada um e a sua validade para que as estimativas obtidas sejam confiáveis e interpretadas corretamente.
Um dos métodos mais conhecidos é o Índice de Massa Corporal (IMC) expresso pela massa em quilograma (kg) dividida pela estrutura em metros quadrados (m2). Este índice apresenta resultados satisfatórios para avaliações populacionais, no entanto, para a avaliação clínica individual não se revela satisfatório, por não avaliar a composição corporal. O IMC é muito usado em situações clínicas para identificar pacientes hospitalizados, e na Saúde Pública para identificar ou indivíduos desnutridos ou obesos, assim como para avaliar a efetividade dos programas de intervenção nutricional.

A determinação da gordura corporal através do método de dobras cutâneas é uma das técnicas mais utilizadas por seu baixo custo e facilidade de manuseio. A dobra cutânea é aferida pinçando-se com o adipômetro, com o dedo indicador e o polegar a pele e a gordura subcutânea, separando-a do músculo.
Os valores da mensuração das dobras cutâneas são empregadas em equações, cada fórmula tem especificidade, pois foram elaboradas para indivíduos ou grupos com características muito semelhantes. Por isso, deve estar atento qual será a equação escolhida para que as conclusões sejam fiáveis.
A utilização das dobras cutâneas apresenta limitações, o avaliador deve ser treinado, o adipômetro tem que estar calibrado, a equação de estimativa deve ser adequada para se evitarem erros metodológicos. O método não é indicado para pessoas obesas.

Outro método que avalia o percentual de gordura é bioimpedância (BIA). Baseada na condução de uma corrente elétrica indolor, de baixa intensidade, aplicada ao organismo por meio de cabos conectados a eletrodos, que são colocados em contato com a pele.
É uma técnica de fácil utilização, não invasiva, tem alta reprodutibilidade, entretanto os resultados tem a precisão comprometida em situações em que o balanço hidroeletrolítico está alterado. Esse método sofre influência de vários fatores como: tipo de instrumento, colocação do eletrodo, nível de hidratação e alimentação, prática de exercícios anteriores ao teste, ciclo menstrual, temperatura ambiente e equação escolhida.
Na literatura, os estudos que comparam a BIA com a mensuração das dobras cutâneas evidenciaram que a bioimpedância não é um bom preditor de gordura para atletas e mulheres. Nas mulheres pela maior variação de água e temperatura corporal ocasionadas pelo ciclo menstrual e em atletas, devido à grande interferência dos treinamentos no organismo dos indivíduos.

A Densitometria Computadorizada por Absorciometria Radiológica de Dupla Energia (DEXA) é uma técnica de imagem de alta tecnologia que permite a quantificação da gordura e do músculo, assim como do conteúdo mineral ósseo e das estruturas ósseas mais profundas do corpo. Os raios X são emitidos por uma fonte localizada abaixo do indivíduo, o qual permanece em posição supina sobre a mesa. O DEXA é considerado padrão-ouro, mas o custo é muito alto, por isso é mais usado em pesquisas cientificas.

Em suma, todos os métodos trazem limitações, mas é necessário que os profissionais conheçam os métodos e identifiquem qual é o melhor a ser aplicado para aquele individuo ou população. É importante que ao começar uma avaliação por uma técnica, termine-se com a mesma, pois, diferentes métodos geram diferentes resultados.

“Este texto foi escrito por Paula Macêdo

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