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Utilização de frutose no exercício físico

Os carboidratos são macronutritentes muito utilizados no exercício físico e tem como principal função fornecer energia.  A frutose está contida neste grupo, sendo esta um monossacarídeo composto por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. O processo de hidrólise deste carboidrato é iniciado pela enzima frutoquinase produzindo frutose-1 fosfato. Esta molécula em seguida é hidrolisada pela aldolase B, produzindo duas trioses: a gliceraldeído-fosfato e a diidroxiacetona. A gliceraldeído-fosfato pode participar na produção de energia via glicose, enquanto a diidroxiacetona é convertida nas células do fígado em acil-gliceróis, promovendo acúmulo de gordura, o que pode ocasionar a resistência à insulina. Porém, o exercício físico contribui para a oxidação de frutose quando suplementada de maneira adequada.

Estudos recentes mostraram que o consumo de 0,75g/kg de frutose antes do exercício é melhor para diminuir oxidação deste monossacarídeo e maior se comparado a indivíduos que consomem este açúcar depois do exercício, além disso, as concentrações de estoque da frutose foram menores em indivíduos que ingerem frutose no pré – exercício comparado a pessoas que praticam exercício e em seguida consomem frutose. Desta forma, os autores concluíram que a realização de exercício depois da ingestão de frutose aumenta a oxidação do carboidrato e diminui a sua estocagem, enquanto que frutose no pós-exercício não altera o seu perfil pós-prandial em indivíduos saudáveis.

O uso de glicose associado a frutose garante uma boa absorção se comparado a mesma proporção de apenas um desses açúcares. A razão para tal uso está relacionada com os transportadores de membrana. Nesse sentido, grande parte da glicose é transportada do intestino para o interior da célula pelo transportador SGLT-1 ( transportador de glicose sódio-dependente), enquanto a frutose é transportada por difusão facilitada por outro transportador (GLUT5). Se houver uma grande concentração de glicose no intestino, isso pode ocasionar saturação do seu transportador, diminuindo assim  o seu transporte para o interior das células intestinais. Desta forma, o uso dos dois carboidratos associados é interessante para que não ocorra saturação das proteínas transportadoras, melhorando o fornecimento de energia.

Um estudo randomizado duplo-cego ofertou quatro bebidas contendo concentrações de glicose apenas (0,6g/min) ou glicose somado a frutose (0,3, 0,5 ou 0,7g/min de frutose) a 10 atletas durante exercícios em uma bicicleta ergométrica. Ao término do estudo, foi observado que a ingestão moderada de frutose (0,5g/min) foi melhor para os atletas devido a utilização total de ambos os carboidratos,  fadiga atenuada e diminuição de náuseas entre os participantes.

Desse modo é possível observar que a utilização da frutose no exercício físico promove benefícios nos momentos que antecedem a atividade. Além disso, aumenta o aporte de carboidratos por otimizar a oxidação dos açúcares no interior da célula, o que pode melhorar o desempenho e diminuir náuseas de indivíduos que consomem frutose associada ao exercício físico.
Este texto foi escrito por Osiyallê Akanni Rodrigues, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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