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Cafeína e Exercícios Aeróbicos

A cafeína, ou 1,3,7-trimetilxantina, é uma alcaloide pertencente ao grupo das xantinas. Esta substância esta presente em diversos alimentos, tanto naturais quanto industrializados, a citar chás, cacau, refrigerantes, energéticos, noz de cola e guaraná. Atualmente, aproximadamente 80% da população do mundo consome algum produto contendo cafeína diariamente.

Após sua absorção, a cafeína é metabolizada pelo fígado através do citocromo P450, formando três metabólitos principais: teobromina, paraxantina e teofilina, quimicamente designados como 3,7-dimetilxantina, 1,7-dimetilxantina, e 1,3-dimetilxantina, respectivamente. O pico plasmático da cafeína ocorre entre 30 a 60 minutos, sua meia-vida é de 3 a 10 horas e sua excreção dá-se pela urina. O uso crônico de altas doses de cafeína pode resultar em um prolongamento do seu tempo de meia-vida e uma diminuição da depuração da substância e de seus metabólitos, criando assim um potencial de toxicidade. A dose letal de cafeína é estimada em 5 a 10g/ dia, tanto por via oral ou intravenosa

A cafeína exerce ações fisiológicas em diversos locais do corpo. No Sistema Nervoso Central, por exemplo, esta substância atua estimulando a secreção de catecolaminas, aumentando o foco, a disposição e o estado de alerta. Além disso, esta xantina atua melhorando a contração muscular, por diminuir o limiar de excitabilidade do retículo sarcoplasmático, e aumentando a disponibilidade de ácidos graxos no corrente sanguínea, por inibir a fosfodiesterase, uma proteína que está relacionada à regulação lipídica.

Por possuir os efeitos supracitados, a cafeína é muito utilizada por praticantes de atividade física, principalmente pelos praticantes de atividade aeróbica. Em um estudo, oito ciclistas do sexo masculino foram recrutados para realizar sessões de ciclismo até a exaustão, consumindo 6mg/kg de cafeína ou placebo ( dextrose) no pré exercício. Os resultados mostraram que a suplementação de cafeína aumentou o consumo de ácidos graxos durante a atividade e aumentou em 23% o tempo para a exaustão nos indivíduos. Outro estudo feito em ciclistas utilizou 5mg/kg de cafeína durante uma sessão de ciclismo até a exaustão. Assim como no estudo anterior, os resultados mostraram que a cafeína possibilitou uma maior mobilização de ácidos graxos, bem como um aumento no tempo de exaustão.

Por possuir tais efeitos, Se utilizada da forma correta , a suplementação de cafeína pode representar uma importante estratégia para quem busca melhora de desempenho.

Este texto foi escrito por Rafael Fildes Almeida, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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