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Conheça o Ômega 7

O ácido palmitoléico (C16: Δ19) é um ácido graxo incomum e importante que pode contribuir para a saúde humana, assim como para indústria por ser uma fonte renovável preciosa para produtos químicos industriais e biodiesel. O palmitoleato, ou seu ácido livre (Ômega 7) não é normalmente abundante em sementes consumidas pela população, mas em sementes de várias espécies de plantas não agronômicas, incluindo sementes de trepadeira, unha de gato, sementes de espinheiro e sementes de macadâmia.
Estes ácidos graxos têm sido utilizados em diferentes aplicações na indústria, que variam a partir das formulações de  precursores de polímero e de biodiesel (com propriedades funcionais superiores em relação à produção a partir de óleos vegetais comuns, tais como óleo de soja, com altos níveis de ácidos graxos poli-insaturados), até nutracêuticos.
Também têm sido atribuído uma série de propriedades benéficas ao ômega 7, incluindo a promoção da saúde cardiovascular, condicionamento físico, redução dos níveis de colesterol LDL, melhora da fluidez membranar, inibição da oncogênese, redução da inflamação associada ao diabetes dentre outros problemas de saúde. Porém, uma vez que as fontes naturais de ômega 7 não podem ser produzidas em quantidades elevadas a baixo custo, não há interesse em engenharia metabólica para produção.
Existem na literatura, notáveis propriedades deste ácido graxo na saúde humana e este é especialmente considerado uma lipocina ou um hormônio derivado de lipídio que aparentemente tem diversas maneiras de promover saúde, incluindo o aumento da resposta muscular à insulina e supressão da esteatose hepática em ratos que possuíam deficiência de tecido adiposo (CAO et al., 2008), mostrando que há relação endócrina do tecido adiposo com outros tecidos e órgãos através das lipocinas, como o ômega-7.
Diante destas informações, o ômega 7 tem se mostrado eficiente para prevenção e tratamento de doenças contemporâneas. Uma dificuldade a ser superada é a disponibilidade deste nutriente na natureza e o custo para a produção através da engenharia metabólica. Além disso, mais estudos devem ser feitos para elucidar de forma clara as possíveis ações deste ácido graxo no organismo humano.

Este texto foi escrito por Juliana Miranda, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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2 comentário

Maria Aparecida Rodrigues 31 de março de 2017 at 13:08

Muito elucidativo sua matéria , gostei

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VITORIA MELO 5 de abril de 2017 at 07:42

Muito obrigada pelo feedback Maria.

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