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Síndrome Metabólica e Testosterona

A síndrome metabólica (SM) consiste em um conjunto de fatores de riscos de origem metabólica que promovem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de diabetes mellitus tipo 2. Os parâmetros usados para o diagnóstico são: a obesidade, níveis pressóricos elevados, distúrbios no metabolismo da glicose e hipertrigliceridemia e baixos níveis de  colesterol (HDL).

Existem três principais referências para diagnosticar o indivíduo com a síndrome metabólica, são elas: National Cholesterol Education Program — Adult Treatment Panel III (NCEP/ATP III); International Diabetes Federation (IDF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a  OMS, a presença de resistência à insulina é necessária para o diagnóstico de SM, somado à presença de dois ou mais componentes. Para o NCEP/ATP III, o diagnóstico de SM é firmado pela presença de três dentre quaisquer dos cinco componentes adotados. A circunferência abdominal, associada à presença de dois ou mais componentes, é obrigatória para firmar o diagnóstico de SM, segundo o IDF.

Além das disfunções metabólicas citadas, os estudos epidemiológicos mostram uma alta prevalência de baixos níveis de testosterona nos homens com síndrome metabólica. Existe uma relação inversa entre o grau de obesidade e concentrações séricas de testosterona em homens.

Essas baixas concentrações de testosterona irão resultar em fadiga, diminuição da libido, disfunção na ereção, diminuição da energia e humor depressivo. Além disso, mudanças na composição corporal, diminuição da massa magra do corpo e aumento da gordura corporal.

Neste contexto, foi realizado recentemente um estudo sobre a dosagem do estrogênio e da testosterona em homens com SM. A testosterona foi significativamente menor nos portadores de SM em comparação com os controles, enquanto estradiol foi significativamente maior no SM em comparação com controle. Explicando que as baixas concentrações de testosterona podem estar relacionadas à sua conversão  em estradiol pela aromatase.

Quando  se pensa em pacientes com síndrome metabólica, é imprescindível analisar distúrbios metabólicos ocasionados pela enfermidade, mas preocupar-se também com as questões hormonais. No que compete ao nutricionista, além da prescrição dietoterápica hipocalórica no intuito de favorecer a perda de peso, o uso de suplementos para aumento da produção de testosterona irá promover melhora na qualidade de vida do individuo.

“Este texto foi escrito por Paula Macêdo

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