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Magnésio e Enxaqueca

A enxaqueca é considerada uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. As dores de cabeça recorrentes de caráter pulsátil representam um sintoma clássico dessa enfermidade, podendo vir acompanhadas de náuseas, vômitos, sensibilidade à claridade, hipersensibilidade ao barulho, coriza e obstrução nasal, alteração do humor, entre outros.

Diversos fatores contribuem para o desencadeamento da enxaqueca, como alterações bioquímicas, estresse psicossocial, drogas em geral, mas principalmente a alimentação. Em relação à alimentação, alimentos ricos em tiramina como bebidas alcoólicas, queijos, chocolate além de alimentos ricos em nitrato e nitrito, podem agir como gatilho nutricional para o aparecimento da enxaqueca. A retirada desses alimentos pode contribuir diretamente para a reversão do quadro.

Entretanto outro fator pode estar relacionado com surgimento da enxaqueca: a deficiência de magnésio. O magnésio é um mineral que está presente em diversas reações no corpo. Aproximadamente 53% do total de reservas de magnésio encontram-se no compartimento ósseo, 27% no músculo, 19% nos tecidos moles, 0,5% nos eritrócitos e 0,3% no soro.

Há evidências de que as pessoas com enxaqueca podem ter níveis mais baixos de magnésio no cérebro. A suplementação de magnésio pode ter efeito direto sobre a enxaqueca, tanto na prevenção, quanto no tratamento das crises. De acordo com alguns estudos, no cérebro, o magnésio tem um papel importante como modulador da produção de alguns neurotransmissores, principalmente a serotonina. Outros mecanismos de ação do magnésio incluem a melhoria da função plaquetária e a diminuição da liberação ou bloqueio de substâncias químicas no cérebro, tais como a substância P e glutamato, reduzindo assim os episódios de cefaleias.

O consumo de alimentos ricos em magnésio é importante para o controle do quadro. Algumas fontes de magnésio são: grãos integrais, vegetais e folhosos verdes escuros, nozes, sementes, entre outros. Além disso, suplementos de magnésio estão disponíveis de diversas formas, porém no tratamento da deficiência de magnésio recomenda-se, devido a sua elevada biodisponibilidade, os sais de magnésio, tais como o citrato de magnésio, gluconato, orotato ou aspartato.

Este texto foi escrito por Rafael Fildes Almeida, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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