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Cortisol e exercício

O sistema nervoso é responsável basicamente pela obtenção de informações a partir do meio externo e pelo controle das atividades corporais, além de realizar a integração entre essas funções e o armazenamento de informações (memória). A resposta aos estímulos (ou informações provenientes do meio externo ou mesmo do meio interno) pode ser controlada pela secreção de hormônios pelas glândulas exócrinas e endócrinas do corpo.
O sistema endócrino é composto por um órgão hospedeiro, uma substância transmissora (hormônio) e um receptor (órgão alvo). Os hormônios podem ser esteroides, ou peptídios e tem a capacidade de alterar os ritmos das relações celulares, agindo em áreas receptoras específicas para acelerar ou inibir alguma função enzimática. A concentração de cada hormônio depende diretamente da quantidade sintetizada, secretada ou captada pelo órgão-alvo e a velocidade de sua remoção. A maioria dos hormônios responde a um estímulo periférico com base nas necessidades e outros são liberados em intervalos regulares.
Já é bem determinado que os hormônios humanos participam ativamente das reações corporais provenientes do exercício. Dentre estes, os mais conhecidos são GH (hormônio do crescimento humano), Insulina e Testosterona. Porém, o treinamento com exercícios exerce efeitos diferenciais sobre a produção e liberação de hormônios em repouso e com a indução do exercício. As pessoas treinadas exibem uma resposta hormonal elevada durante a atividade física para ACTH e cortisol e valores deprimidos para GH, PRL, FSH, LH, testosterona, ADH, T4, catecolaminas e insulina. A secreção destes hormônios, durante o exercício, está intimamente ligada à produção de energia e após, com a síntese e recuperação dos tecidos.
Como dito, pessoas treinadas tem maior sensibilidade ao cortisol. Este hormônio é o mais importante da classe dos glicocorticoides e suas ações compreendem em: a) a adaptação ao estresse; b) manutenção de níveis de glicose sérica adequados mesmo em períodos de jejum; c) o estímulo à gliconeogênese (principalmente a partir de aminoácidos desaminados que vão, no fígado); d) mobilização de ácidos graxos livres, fazendo deles uma fonte de energia mais disponível; e) diminuição da captação e oxidação de glicose pelos músculos para a obtenção de energia, reservando-a para o cérebro, num efeito antagônico ao da insulina; f) estímulo ao catabolismo proteico para a liberação de aminoácidos para serem usados em reparação de tecidos, síntese enzimática e produção de energia em as células do corpo; g) diminui as reações imunológicas, por provocar diminuição no número de leucócitos; i) aumenta a vasoconstrição causada pela epinefrina; j) facilita a ação de outros hormônios, especialmente o glucagon e a GH, no processo da gliconeogênese (CANALI & KRUEL, 2001).
Como visto, os hormônios são essenciais para o corpo em todas as situações e determinante para o funcionamento do organismo durante o exercício. O cortisol, especificamente é um dos principais hormônios relacionados com a síntese de energia proveniente de diversos compartimentos corporais.

Este texto foi escrito por Juliana Miranda, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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