Sem categoria

Álcool, saúde e o exercício físico

A utilização excessiva do álcool é considerada um risco grave a saúde. Com elevada prevalência mundial, as doenças relacionadas ao seu consumo é considerada um problema de saúde pública.A ação do álcool sobre as vias sistêmicas é complexa e os problemas associados ao seu consumo excessivo são freqüentes e numerosos. O álcool afeta vários sistemas , tais como o sistema nervoso, cardiovascular, digestivo, tecido e função hepática, músculo esquelético e a hemodinâmica, além de produzir alterações metabólicas, quer de atuação direta ou indiretamente através dos produtos formados na sua biotransformação.
A dinâmica da metabolização do álcool, resulta em até 10% de eliminação através do tecido renal e pulmonar, porém este processo concentra-se principalmente no ambiente hepático, sendo este tecido distinguível por elevada concentração complexo enzimáticos responsáveis por sua oxidação como álcool dehidrogenase (ADH), aldeído dehidrogenase (ALDH), sistema microssômico de oxidação do etanol (MEOS) induzindo citocromo P450 (E1) e seus cofatores. Adicionalmente, estima-se que o estômago permite oxidação em proporção ainda assim, mínimas.
A biotransformação do alcool acomete duas principais fases,na primeira, este é transformado em aldeído acético (substância vasoativa mais tóxica), com a participação essencialmente pela enzima ADH. Complementarmente na segunda fase, o aldeído acético é transformado em acetato, com a participação coadjuvante do cofator ALDH.
Evidências epidemiológicas substanciais mostram que as ingestões moderadas de álcool podem reduzir a incidência de doenças cardiovasculares. Embora a evidência existente é muitas vezes confusa e díspares, um dos mecanismos pelos quais o álcool pode reduzir a incidência de mortalidade das doenças cardiovasculares é através da elevação dos níveis de HDL (lipoproteína de alta densidade), em complementar acredita-se que atua na supressão da resistência à insulina e da atenuação da coagulabilidade sanguínea , como proposto em evidências atuais abordam em complementar o exercício, associado ao moderado consumo de álcool pode ter efeitos favoráveis sobre a coagulação do sangue e fibrinólise, porém ainda não há estudos convincentes. Ainda assim, sabe-se que o a ingestão de álcool é fator de risco a hipertensão por este lado, ser positivo para o surgimento de doenças cardiovasculares. Antagonicamente, evidências (sem associação com exercício) apontam correlação positiva com uso ocasional e crônico de álcool com alterações desfavoráveis na agregação e função plaquetária sendo cômodo a formação de trombo deste perfil.
Em comum a prática do exercício, por mais que o álcool reduza a ansiedade, a percepção de esforço e aumente o prazer da atividade em execução, se observará um aumento do desgaste corporal durante a exercitação e também um prejuízo na capacidade de recuperação do organismo após o término da atividade em execução.
A associação entre o esporte, exercício e o consumo de álcool possuem estudos de longa data. A princípio observou que o álcool continua a ser a droga consumida de maior frequência entre os atletas e praticantes habituais, desta forma apontou-se que o álcool está relacionado com problemas mais comum nestes indivíduos, correlacionando com prejuízos sobre o a capacidade e desempenho.
O modelo de estudos experimentais em humanos em que aborda o consumo de álcool é estruturado em (dose única) aguda ou crônica (doses repetidas ao longo de um período). Estes estudos sugeriram que o álcool consumido reduziu a utilização de glicose e aminoácidos pelos músculos esqueléticos, desta forma possivelmente pode afetar antagonicamente no fornecimento de energia e assim, prejudica o processo metabólico durante exercício. Além disso, a utilização crônica álcool está associada com o aumento da atividade de enzimas importantes e na diminuição da área da secção transversal das fibras do tipo I, IIa e IIb.
O consumo de álcool evidentemente, reflete em consequências sistêmicas de grandes proporções, como foi abordado, o exercício físico é utilizado como abordagem terapêutica na redução do seu consumo, porém de forma antagônica, observa-se em estudos que praticantes de esportes são mais vulneráveis ao maior consumo. Atualmente é inconclusiva se de forma verídica, o álcool diminui a performance em baixas dosagem, porém já está elucidada que protela a recuperação muscular em exercícios extenuantes.

Este texto foi escrito por Ivana Fiscina, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br
Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor.
Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.