Beta-sitosterol e testosterona

A testosterona é um androgênico com potentes efeitos anabólicos e é o principal responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características sexuais masculinas e estado anabólico dos tecidos. A secreção de testosterona ocorre especificamente em 3 fases da vida: no primeiro trimestre da vida intra-uterina, transitoriamente; na vida neonatal; e continuamente após a puberdade.
Os mecanismos pelos quais a testosterona estimula a hipertrofia muscular envolve as células satélites (células que se dividem após estímulo resultando em hipertrofia muscular) que expressam receptores de androgênios, sendo alvos diretos da testosterona. Além disso, a testosterona tem a capacidade de reduzir a gordura corporal, visto que é um dos reguladores potente da lipólise, por meio de sinais de transdução que estimulam a liberação de catecolaminas em células de gordura e inibe a diferenciação de células precursoras de adipócitos.
Nesse contexto, a utilização de substâncias que estimulem a produção de testosterona tem sido bastante popularizada, visando aumento de massa muscular e diminuição do percentual de gordura. Dentre estas substâncias estimuladoras de testosterona está o beta-sitosterol.
Beta sitosterol é um dos mais comuns fitosteróis da dieta, encontrada em alimentos de origem vegetal como frutas legumes, soja, amendoim e presente também em alguns óleos como linhaça e azeite.
Este esteroide apresenta efeitos para hipertrofia benigna prostática, HIV, imunossupressão, artrite reumatoide e hipercolesterolemia. Neste último, o beta-sitosterol age influenciando na absorção do colesterol inibindo a esterol-redutase (enzima essencial para biossíntese de colesterol), além de competir com enzimas envolvidas no catabolismo do colesterol.
Alguns métodos são descritos para obtenção comercial de testosterona a partir de esteróis, como através da transformação microbiana dos esteróis (como o beta-sitosterol) a androstenediona, usando micobactérias saprófitas capazes de clivar a cadeia lateral de esterol. Partindo-se dessa premissa de que o beta-sitosterol apresenta estrutura química semelhante ao colesterol e a testosterona é produzida a partir deste, surgiu-se a hipótese de que a partir do beta-sitosterol pode-se formar testosterona.
Estudos em animais confirmam essa hipótese, pois a partir da administração de beta- sitosterol em ratos houve elevação da testosterona. Porém, em humanos há escassa comprovação desta atuação do beta-sitosterol, necessitando-se da realização de estudos em humanos para real comprovação do estímulo a testosterona a partir do beta-sitosterol.

“Este texto foi escrito por Jaqueline Barreto baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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