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Hipercolesterolemia x Fitosteróis

O colesterol é um componente lipídico do grupo dos esteroides que atua na fluidez das membranas celulares e na ativação das suas enzimas, além de funcionar como precursor dos hormônios responsáveis pelas características sexuais, dos ácidos biliares e da vitamina D.

Como os lipídios são moléculas hidrofóbicas, sua solubilização e transporte se dá através de partículas denominadas lipoproteínas. Esse mecanismo é altamente regulado pelo corpo humano para evitar que o colesterol possa se acumular nos vasos sanguíneos. Entretanto, influências hereditárias, sexo, idade, estilo de vida e hábitos alimentares podem causar algumas disfunções que comprometem a regulação corporal e provocam alterações no perfil lipídico ou das lipoproteínas.

Algumas estratégias podem ser utilizadas para reverter essas dislipidemias, como o uso de medicamentos, suplementação, prática regular de atividade física, mudanças alimentares e no estilo de vida. A concentração de lipoproteínas depende não só da quantidade, mas também da qualidade dos lipídeos consumidos na dieta. Embora o consumo de alimentos fonte de colesterol tenham pouca influência nos níveis séricos, o alto consumo gorduras saturadas, gorduras trans e alimentos muito calóricos aumentam os níveis de triglicerídeos e de colesterol de forma significativa. 

Os fitosteróis são componentes esteroides com estrutura semelhante ao colesterol, porém encontrado em fontes vegetais, como nozes, sementes e óleos vegetais. Eles podem ser classificados em esteróis e estanóis, sendo o sitosterol a forma mais conhecida. Como os fitosteróis não são sintetizados endogenamente, os seus níveis circulantes dependem da quantidade ingerida e eficiência da absorção.  O consumo médio de 200-450 mg é normalmente ingerido na dieta, entretanto, apenas valores acima de 2 g por dia tem mostrado um efeito redutor significativo sobre os níveis plasmáticos de LDL.

Devido ao consumo insuficiente, a suplementação de fitosterol tem sido aliada ao tratamento da hipercolesterolemia. Tanto os esteróis como o estanóis costumam ser utilizados na sua forma esterificada, como éster de ácidos graxos, devido à maior solubilidade e incorporação em alimentos lipídicos. O mecanismo de ação que explica seus efeitos é de forma competitiva com o colesterol pela absorção intestinal. Após a hidrólise de ésteres de fitoesterol no intestino delgado, esteróis livres substituem o colesterol nas micelas devido a sua maior afinidade e, assim, reduzem a absorção do colesterol nos enterócitos.

Este texto foi escrito por Camila Rheinschmitt, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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