Whey Protein e lactação

A lactação é a continuidade da gestação e estes são eventos únicos na vida da mulher, os quais abrangem diversas alterações metabólicas. Nesses processos ocorre aumento das necessidades nutricionais para que haja o correto crescimento e desenvolvimento do feto, placenta, tecidos maternos, produção de leite e posterior restabelecimento da homeostase fisiológica. A alimentação tem papel relevante sobre a saúde humana e principalmente nessa fase, deve ser adequada, já que a qualidade da alimentação da mãe pode refletir no que será ofertado ao bebê, tanto no período de gestação quanto na lactação.

A demanda de nutrientes é ainda maior na lactação, devido à produção láctea. Sendo a proteína o principal macronutriente responsável pela construção dos tecidos, formação do sistema imune, dentre outras funções indispensáveis tanto para a mãe quanto para a criança, recomenda-se acréscimo de 14 a 25g ao dia na dieta materna. O leite materno é o alimento mais completo e adequado para o recém-nascido, vale destacar que este contém fatores de crescimento e imunoglobulinas, as quais transmitirão a imunidade de forma passiva para o bebê, que se encontra vulnerável.

As proteínas solúveis do soro do leite bovino, conhecidas comercialmente como “Whey protein”, têm sido estudadas por seus inúmeros benefícios à saúde humana, dentre eles podem-se destacar os efeitos positivos sobre o anabolismo muscular, a redução da gordura corporal e melhora de desempenho físico. Com base no que já foi elucidado sobre a Whey protein, no que se refere a sua alta qualidade nutricional, esta se apresenta como estratégia válida para as lactantes, já que é fonte proteica de alto valor biológico, rica em cálcio, além de conter peptídeos bioativos, os quais têm apresentado diversas vantagens em seu uso.

Apesar das controvérsias a respeito da influência da dieta da mãe na composição do leite materno, Bortolozo, et al (2010), conseguiram encontrar resultados positivos quando avaliaram a influência da suplementação proteica, com proteína do soro do leite, sobre a concentração de proteína e imunoglobulina A (IgA) do leite de lactantes saudáveis. O estudo realizou a suplementação diária de 14g de proteínas (quando no último trimestre gestacional) e 20g (quando nutrizes, 3 primeiros meses pós-parto) e encontrou resultados significativos para aumento da concentração de proteínas no leite materno, assim como IgA, concluindo que a suplementação de Whey Protein na gestação é muito válida já que se mostrou capaz de melhorar a qualidade nutricional do leite materno. O aumento de IgA, principalmente, é um fator excelente quando se considera o papel dessa imunoglobulina de fornecer proteção à criança.

Vale ressaltar que, nessa fase é necessária atenção especial aos adoçantes, por isso deve-se preferir os produtos livres desses compostos, exceto em casos de Diabetes Mellitus. É sempre importante um acompanhamento nutricional, principalmente nesses momentos em que uma dieta balanceada é crucial, busque um profissional da área para uma orientação adequada.

Este texto foi escrito por Thaíssa Silva, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

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