Sem categoria

Radicais livres X Antioxidantes – Como acontece?

Estresse, atividade física, má alimentação,  repouso diminuído e enfermidades  são fatores que andam juntos no dia a dia da maioria das pessoas atualmente. E em alguns casos, todos estes se combinam em um mesmo dia, em uma mesma semana ou até mesmo no mês. A consequência do acúmulo destes fatores causa uma resposta ao nosso organismo, estresse oxidativo.

O estresse oxidativo (EO) é representado pelo excesso de radicais livres comparado a quantidade de antioxidantes no nosso corpo, o que pode danificar as estruturas celulares como destruir/degradar as membranas plasmáticas, causar danos aos tecidos e em alguns casos diminuir a eficiência na atividade dos órgãos. Estes radicais livres podem danificar a integridade das células devido a oxidação da mesma.

Mas como o corpo combate estes radicais livres (RL’s) e como que bioquimicamente isso acontece? O combate aos radicais livres é feito em três etapas, nas quais proteínas enzimáticas e antioxidantes agem contra o estresse oxidativo. A primeira fase da remoção dos RL’s acontece por: inibição de enzimas que destroem os antioxidantes, ou por enzimas que atuam evitando a formação dos RLs. A partir disso, enzimas como a superóxido dismutase, glutationa peroxidade e catalases exercem o papel de fazer a conversão de íons livres ( O- e H+) em água e destruir o radical peroxil, neutralizando os efeitos ruins durante o estresse oxidativo.

Se a primeira linha de defesa falhar, a fase seguinte entra em ação. Nesta etapa, micronutrientes e moléculas como vitamina E, vitamina C, vitamina A, carotenoides, glutationa e ubiquinol, agem no controle da agregação do grupo peroxil (formado pelo oxigênio e hidrogênio circulante) aos lipídios das membranas celulares, o que causaria danos e até destruição celular. Desta forma, a fase dois complementa as carências da primeira fase.

Caso as duas etapas iniciais não sejam totalmente suficientes ao controle oxidativo, a terceira linha de defesa atua através de enzimas que ajudam na remoção dos agentes oxidantes ou no reparo dos danos já causados. As proteínas enzimáticas lipases, proteases, peptidades e DNA nucleases (entre outras enzimas de reparo ao DNA) são exemplos destas proteínas que vão combater os efeitos prejudiciais dos radicais livres.

É importante ressaltar que a atividade física programada promove a liberação de radicais livres, seja devido ao metabolismo do oxigênio, seja por produção dos mesmos pela adrenalina e noradrenalina, porém o estresse oxidativo na atividade física é importante para causar readaptação dos tecidos, o que aprimora o corpo a alcançar os objetivos traçados.

Em outras situações de estresse, o uso de antioxidantes é uma alternativa interessante para diminuir os danos dos radicais livres. Além das fontes alimentares como frutas, vegetais e oleaginosas, que são ricas em vitaminas e minerais e participam do metabolismo dos antioxidantes, a suplementação de coenzima Q10 e N-acetil-cisteína são alternativas de neutralizar os radicais livres.

O combate aos radicais livres é excelente para o bom funcionamento do nosso corpo e os agentes antioxidantes são fundamentais nesse processo. Porém é muito importante fazer uso destes sob supervisão de um nutricionista, uma vez que os antioxidantes podem ser adquiridos da alimentação e com a suplementação, e o excesso deles também merece atenção.

“Este texto foi escrito por Osiyallê Akanni Rodrigues, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.