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Suplementos Anticoagulantes

Quando um vaso é lesado, nosso corpo produz uma série de fenômenos denominados como hemostasia, com o objetivo de prevenir a perda sanguínea. Durante o dia nossos vasos sofrem diversas microlesões, mas o nosso corpo consegue reparar de modo rápido e eficaz através dos mecanismos de coagulação.

A cascata de coagulação é regulada por anticoagulantes produzidos naturalmente pelo corpo, tais como o inibidor da via do fator tecidular (TFPI), os sistemas de proteína C e proteína S e antitrombina, todos os quais ajudam a limitar a formação de um tampão hemostático no local da lesão. Ou seja, a coagulação ou não coagulação do sangue dependem do equilíbrio entre substâncias pró-coagulantes e substâncias anticoagulantes.

Quando esse equilíbrio está prejudicado por alterações adquiridas ou hereditárias, denominamos de distúrbios na coagulação sanguínea, que podem se manifestar através de quadros hemorrágicos ou trombóticos. As reações bioquímicas que envolvem a cascata de coagulação precisam ser reguladas para evitar a formação excessiva de fibrina e obstruir os vasos, ou formação insuficiente que pode gerar quadros hemorrágicos.

Em situações tromboembólicas pode ser desejável o retardo no processo de coagulação. Os anticoagulantes mais importantes são aqueles que removem a trombina do organismo, as fibras de fibrina e a antitrombina III ou cofator antitrombina-heparina. No processo de formação do coágulo, a trombina fica adsorvida nas fibras de fibrina desenvolvidas, impedindo que ela seja disseminada pelo sangue e ative uma formação ainda maior de coágulo. A trombina que não é adsorvida se combina com a antitrombina III, que bloqueia seus efeitos.

Os ácidos graxos poli-insaturados conhecidos como ômega 3 são comumente encontrados como óleo de peixe na forma de ácido docosahexaenoico (DHA) e ácido eicosapentaenoico (EPA), de origem vegetal na forma de ácido linoleico alfa (ALA). Diversos estudos relatam efeitos benéficos para melhora do perfil lipídico, efeito protetor cardiovascular, melhorador da função endotelial, fluidez sanguínea, ação anti-inflamatória, antioxidante, efeito redutor na incidência e gravidade das doenças trombóticas. Sugere-se que seu mecanismo de ação antitrombótico pode ser por inibição da atividade plaquetária ou por redução dos fatores de fibrinogênio, geração da trombina e dos Fatores de coagulação. Além disso, a manutenção do perfil lipídico nos níveis recomendados funciona como fator protetor para o processo trombótico.

Este texto foi escrito por Camila Rheinschmitt, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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