Lisina – Aplicabilidades

A lisina é um aminoácido (AA) essencial, ou seja, não pode ser sintetizada pelo nosso corpo devendo ser adquirida apenas através da alimentação e/ou suplementação. Este AA foi descoberto no ano de 1889 e desde então, passou a ocupar um papel importante no equilíbrio metabólico de diversas funções bioquímicas no corpo humano.

Dentre as funções que a lisina desempenha podemos destacar: formação do colágeno,  reparação tecidual e construção muscular (hipertrofia), melhor absorção de cálcio e diminuição da replicação viral da Herpes Viral. Estudos mais recentes têm demonstrado que a lisina pode desempenhar  papel importante na diminuição da ansiedade e melhorar a função do fibrinogênio em pessoas acometidas por Diabetes Mellitus tipo 2.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem preconizado que países que possuem uma dieta predominante em nozes e grãos, que são ricos em arginina, devem se atentar para uma ingestão adequada de lisina. O desbalanço dietético entre lisina e arginina, segundo UNNI e MAHAN, dentre outras complicações, podem promover maior replicação viral da Herpes e também desencadear distúrbios de humor.

Em estudo realizado no ano de 2007 por SMRIGA e colaboradores com 108 voluntários no Japão, foi elucidado a importância entre o balanço de lisina e arginina na diminuição dos níveis de cortisol. Outro estudo realizado por SMRIGA três anos antes em 2004 na Síria, com 93 famílias mostrou resultados semelhantes. As famílias passaram a utilizar uma farinha de trigo enriquecida com lisina durante 3 meses, os resultados demonstraram que houve diminuição significativa nos níveis de ansiedade, estresse e cortisol.

Outra evidência científica sobre a utilização da maior oferta da lisina na dieta foi demonstrada no estudo de MIRMIRANPOUR em 2012. Cerca de 50 voluntários com Diabetes Mellitus tipo 2 participaram do estudo. O estudo mostrou que os participantes que consumiram 3,0g de lisina por dia fracionado em dois momentos durante o dia foram capazes de inibir a glicação das proteínas (AGEs) e melhoraram a função do fibrinogênio.

Embora a lisina traga diversas ações benéficas explanadas anteriormente, mais estudos são necessários para que seus mecanismos de ação sejam mais claros e para que surjam novas estratégias suplementares voltadas a lisina. Para que haja melhor adequação no consumo dietético de lisina procure sempre um profissional de nutrição.

Este texto foi escrito por Michel Weber, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br
Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *