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Proteína da Carne

Atualmente a nutrição esportiva dispõe de diversos tipos de suplementos, sejam esses para melhora de performance, emagrecimento ou hipertrofia. Dentre todos esses produtos, a classe das proteínas se destaca pelas suas diversas funções. Eles podem estar presentes em diversas estratégias nutricionais. A proteína do soro do leite (whey protein) é de longe a proteína mais utilizada no meio da suplementação. Além da whey, podemos encontrar também a albumina, a caseína e as proteínas vegetais (soja, ervilha e arroz). Entretanto, há alguns anos , outro suplemento proteico vem ganhando destaque: a proteína da Carne.

A proteína da carne começou a ser usada no ano de 2009, e desde então ele vem sendo muito utilizada por aquelas pessoas que procuram ganho de massa muscular. Ela é comercializada na sua forma isolada e hidrolisada. A carne é uma proteína de alta qualidade, rica em nutrientes que possui uma boa quantidade de aminoácidos essenciais em proporções semelhantes às encontradas no músculo esquelético humano. Este tipo de proteína possui um alto valor biológico e uma boa digestibilidade. Entretanto, diferentemente do leite, a carne possui menos aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) e mais aminoácidos aromáticos. Para melhorar a qualidade do produto, as proteínas da carne são acrescidas de BCAA. Outra característica importante é a presença de creatina. A carne é uma ótima fonte de creatina, logo sua proteína possui boas quantidades dessa substância que atuará diretamente no aumento da energia, proporcionando maior força e explosão.

Entretanto, na literatura, os estudos com proteína isolada e hidrolisada da carne são escassos. Apenas um estudo foi encontrado até o momento. Sharp e colaboradores avaliaram os efeitos do consumo pós-exercício de proteína isolada de carne bovina ou soro de leite, em comparação com um controle de maltodextrina na massa magra e na força durante oito semanas de treinamento de musculação. Os resultados mostraram que ambas a proteína promoveram um aumento significativo na massa corporal magra. A perda de gordura também diminuiu neste período, em comparação com os níveis basais. No que se referem à força, as duas fontes proteicas promoveram aumento significativamente para todos os grupos de tratamento quando comparado à linha de base.

Outro fator, seria a origem do suplemento proteína da carne. Facilmente encontramos na internet informações sobre o processamento do leite até obtenção da whey protein. Porém isso não se repete quando pesquisamos sobre a origem da proteína da carne. Se analisarmos o aminograma da proteína da carne, podemos perceber a presença de dois aminoácidos em grande quantidade: prolina e hidroxiprolina. Estes aminoácidos não fazem parte do perfil de aminoácidos que o músculo precisa e são considerados aminoácidos estruturais, ou seja, são aminoácidos encontrados em cartilagens e em ligamentos ósseos. Desse modo, infere-se que a proteína da carne, ao invés de ser obtida da carne propriamente dita, é retirada de partes que não são nobres, tendo como produto final um produto com uma qualidade menor do que as outras proteínas.

Apesar da polêmica, muitas pessoas referem resultados positivos com o uso deste tipo de suplemento, por isso, é necessário que sejam feitos mais estudos com esse tema.

Este texto foi escrito por Rafael Fildes Almeida, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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