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Suplementação na Menopausa

O ser humano em vida perpassa por diversas fases, nas quais ocorrem intensas modificações na maneira de o homem ser e estar no mundo, configurando novas formas de se olhar e de se compreender frente ao fenômeno da existência. Neste contexto o climatério ou perimenopausa compreende uma fase biológica da vida, onde ocorre a transição entre o período reprodutivo ao não reprodutivo da vida da mulher, acarretando transformações biológicas, psicológicas e sociais, além de fatores culturais, econômicos que exercem influência na maneira como ela irá vivenciar este período. Esta fase tem início por volta dos 40 anos, podendo estender-se até os 55 anos ou mais, é marcado pelo declínio da função ovariana e caracteriza-se por um progressivo estado de hipoestrogenismo, tal alteração hormonal pode trazer complicações a curto, médio e longo prazo.

O processo do esgotamento ovariano se inicia ainda na vida intra-uterina e evolui progressivamente até a menopausa, esta  exaustão progressiva dos folículos propicia alterações no eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, que desencadeia redução progressiva dos estrogênios e da inibina; essa diminuição, por sua vez, provoca aumento do FSH (hormônio hipofisário) que, de modo compensatório, tentará manter a foliculogênese (maturação do folículo ovariano), em folículos restantes. Como consequência, haverá uma maturação folicular irregular, com ou sem ovulação (aumento de LH), resultado nas primeiras manifestações clínicas da perimenopausa, as alterações menstruais. Esse período também é acompanhado de sintomas vasomotores caracterizados por ondas de calor súbitas, palpitações, parestesias (formigamento), cefaléia, diminuição da lubrificação vaginal, alterações sono e vigília, nervosismo, irritabilidade, depressão, diminuição da libido, atrofia urogenital, com prurido e queimação vulvo vaginal, secura, corrimento, sangramento vaginal,, infecções urinárias, incontinência urinária e síndrome uretral. Tais sintomas são atribuídos ao hipoestrogenismo e interferem na qualidade de vida da mulher.

As alterações hormonais também se relacionam com complicações pós menopausa como ganho de peso, osteoporose, aumento de LDL e triglicerídeos, bem como doenças cardiovasculares. Destarte estratégias nutricionais podem ser adotadas para amenizar os sintomas e reprimir as complicações. Vários autores salientam a eficácia das isoflavonas e lignanas na atenuação dos sintomas da menopausa supracitados assim como modulação do perfil lipídico. Os probióticos neste contexto também auxiliam aumentando a bioatividade de isoflavonas, as quais dependem da microbiota intestinal para serem metabolizadas em semelhantes a hormônios. A vitamina E segundo estudos também atuaria reduzindo a gravidade das ondas de calor, assim como o óleo de prímula. Por fim a suplementação de vitamina D e cálcio destaca-se como prevenção da perda de massa óssea e osteoporose.

Este texto foi escrito por Silvia Andrade, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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