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Metabolismo Energético e Antioxidantes

As mitocôndrias são organelas responsáveis pela produção de energia (ATP) em células eucarióticas. Elas possuem papel importante na homeostase corporal. O processo de produção de ATP pelas mitocôndrias é também denominado “respiração celular”. A respiração celular é um fenômeno que consiste no processo de extração de energia química dos carboidratos, aminoácidos e lipídios, produzindo gás carbônico, água e energia, que é utilizada para que possam ocorrer as diversas formas de trabalho celular. Assim, a respiração celular ocorre em três etapas: (1) a formação de acetil-CoA a partir do piruvato (produto da glicólise), ácidos graxos e alguns aminoácidos; (2) a degradação dos resíduos do acetil pelo ciclo do ácido cítrico (ou ciclo de Krebs) com a liberação de CO2 e de coenzimas reduzidas (NADH e FADH2); e (3) a transferência de elétrons para o oxigênio molecular na cadeia de transporte de elétrons, associada à fosforilação do ADP em ATP pela enzima ATP sintase.
Aproximadamente 95 a 98% do oxigênio é utilizado no metabolismo aeróbio, pelas mitocôndrias, como aceptor final de elétrons da cadeia respiratória. No entanto, 2 a 5% do oxigênio é reduzido a ânion superóxido, o qual é uma importante espécie reativa de oxigênio (EROS). O ânion superóxido é um radical livre que por si só pode levar a reações que irão causar destruição celular.
Por outro lado, temos um eficiente sistema antioxidante, que incluem enzimas como a superóxido dismutase (SOD), que possui a função de dismutar o ânion superóxido em peróxido de hidrogênio e água. Além disso, as enzimas antioxidantes como a glutationa peroxidase (GPx) e a catalase (CAT) também atuam no combate a esses radicais livres. Entretanto, durante o exercício físico a demanda energética pode superar em 35 vezes a demanda de repouso em decorrência do aumento de trabalho muscular, ocorrendo um grande aumento no consumo de oxigênio, assim como a ativação de vias metabólicas específicas, dessa forma, resulta na formação de muitos radicais livres de oxigênio.
Quando há produção elevada de EROs e o sistema antioxidante endógeno não consegue combater, gera o fenômeno denominado estresse oxidativo. O estresse oxidativo pode resultar em danos nas membranas celulares (lipoperoxidação) e DNA de diversas células e organelas, como nas mitocôndrias, levando à diminuição de sua capacidade de trabalho (redução na produção mitocondrial de ATP) e à exacerbação de processos patológicos.
Como o exercício aumenta a produção de radicais livres, é interessante que os atletas façam uso de suplementos antioxidantes para diminuir o estresse oxidativo, como as vitaminas A, C, E e do complexo B, acetil-L-carnitina, CoQ10, betacaroteno, polifenóis, ômega 3, além de muitos alimentos administrados de forma sistemática como a uva (resveratrol), groselha, mirtilo, goji berry e chá verde em períodos opostos aos treinos. A ressalva quanto ao consumo em períodos distantes do treino, deve-se a possibilidade de garantir que tais antioxidantes não interfiram no processo de adaptação. Para melhor adequar estes componentes em sua dieta, procure o acompanhamento de um nutricionista.

Este texto foi escrito por Maiara Guimarães, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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