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Vasodilatadores para Hipertensão

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é reconhecida como um dos principais fatores de risco das doenças cardiovasculares (DCV) e primeira causa de morte nos países industrializados e no Brasil. Embora se tenha obtido progressos quanto à fisiopatologia, determinantes, eficácia e diversidade de agentes terapêuticos, pouco se alcançou no controle da HAS ou em políticas públicas resolutivas e abrangentes, com impacto significativo em termos de sobrevida e qualidade de vida para a população.
A sociedade brasileira de hipertensão a conceitua como uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.
A regulação da PA é uma das funções fisiológicas mais complexas do organismo, dependendo das ações integradas dos sistemas cardiovasculares, renal, neural e endócrino. A pressão arterial é determinada pelo produto do débito cardíaco (DC) e da resistência vascular periférica (RVP). Dentre outros aspectos na fisiopatologia da HAS estão: a redução da síntese de óxido nítrico, prejudicando a vasodilatação dependente do endotélio; a disfunção endotelial alterando a regulação do tônus, a resistência vascular periférica e síntese de substancias vasoativas ; e consequente aumento da produção endógena de vasoconstritores, como a angiotensina-II e endotelina.
Em relação ao tratamento, a decisão está baseada na classificação da pressão arterial e em fatores de risco. Inicialmente a recomendação terapêutica é não medicamentosa que envolve modificações no estilo de vida, hábito alimentar, redução do peso e alteração na composição corporal. Caso não obtenha a resposta favorável sobre a redução da PA, após avaliação é introduzida a terapia medicamentosa, onde na maioria dos casos a associação de anti hipertensivos, onde estão presentes os vasodilatadores diretos, o quais possuem efeitos adversos a retenção hídrica e a taquicardia.
Nesse contexto, novas estratégias terapêuticas incluindo abordagens dietéticas são de grande interesse. Os vasodilatadores fazem parte dos suplementos alimentares com intuito principal a vasodilatação, processo o qual, ha aumento do calibre dos vasos sanguíneos, possibilitando melhor fluxo sanguíneo, resultado da ação do óxido nítrico.
A síntese de oxido nítrico ocorre por duas vias, primeiramente resulta da oxidação de um dos dois nitrogênios guanidínico da L-arginina para gerar NG-hidroxi- L-arginina (NHA), que por sua vez, é convertida em L-citrulina e óxido nitrico, numa reação catalisada pela enzima NO-sintase (NOS). Tal reação é dependente da ativação da enzima eNOS por estímulos físicos e químicos, assim como de oxigênio e NADPH. Outra via para obtenção de NO é a partir do nitrato (NO3-). Uma vez absorvido através da parte superior do intestino é extraído a partir do sangue por meio das glândulas salivares e segregada para dentro da cavidade oral, onde entra em contato com as bactérias simbióticas que reduzem o nitrato a nitrito ao engolir a saliva. O nitrito, em seguida, entra na circulação onde se encontra com redutases nitrito de mamíferos que o convertem em NO resultando em vasodilatação.
Além da vasodilatação, o óxido nítrico contribui para a inibição da agregação plaquetária, evitando a formação de trombos, inibe a adesão de monócitos e neutrófilos no endotélio vascular e possui efeito antioxidante. Embora os vasodilatadores sejam comumente utilizados no esporte para melhor desempenho, há evidencias do uso destes suplementos na terapia coadjuvante de hipertensão arterial e insuficiência cardíaca.
Dong e colaboradores (2011), Figueroa et al (2012) e Kapil et al (2015) demostraram em seus estudos o uso da arginina, citrulina e nitrato para terapia em hipertensos e observaram redução significativa da pressão arterial sistólica e diastólica, melhora da função endotelial e rigidez arterial sem efeitos adversos. Destarte, é inegável os efeitos significativos da suplementação de vasodilatadores sobre a redução da pressão arterial. Essa pode ser uma via alternativa ou coadjuvante na terapia da hipertensão. As estratégias mencionadas devem ser acordadas e investigadas por um nutricionista, o profissional capacitado para lidar com os nutrientes suplementares.

Este texto foi escrito por Silvia Andrade, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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3 comentário

Ingrid 17 de dezembro de 2016 at 08:11

Muitoooo bom!! Essa minha amiga é sucesso !!

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Samuel domingues 2 de setembro de 2017 at 20:54

Tomo remédio para pressão alta 1 ano e meio gostei do artigo sobre a argina tomo o remédio nebilet gostaria de trocar pela a argina

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Jannine Dantas 6 de setembro de 2017 at 14:37

Olá, Samuel!

Não podemos orientar ou indicar que um suplemento seja substituto de medicamentos, sendo assim recomendamos que continue com o uso do seu medicamento orientação por médicos, até porque a arginina é um vasodilatador que pode ser facilmente desviado para outras funções, perdendo assim a sua eficiente de vasodilatação.
Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

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