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Metabolismo energético e acidez muscular

A transferência de energia no corpo ocorre por meio de liberação de energia de ligações químicas de várias moléculas. O corpo utiliza a degradação de nutrientes para formação de ATP, um doador universal de energia na célula. A produção de ATP pode ser por utilização de oxigênio (aeróbica) ou sem a utilização de oxigênio (anaeróbica).
A produção de moléculas de ATP pelo metabolismo oxidativo é mais eficiente, porém é mais complexa; a produção anaeróbica é mais rápida apesar do menor saldo energético. Durante o exercício de alta intensidade a célula necessita de mecanismo rápido de produção de ATP (anaeróbico). Em exercícios de alta intensidade, superior a 70% da V02 max há maior utilização de carboidratos como substrato energético, isto ocorre pela aumento nos níveis de adrenalina e pela utilização de fibras de contração rápida que possuem característica glicolítica. Neste processo ocorre elevada acidificação do meio pela liberação de íons H+, ocasionando fadiga muscular.
A fadiga muscular pode ser definida como diminuição da capacidade de gerar quantidade apropriada de força muscular ou de potência durante a atividade contrátil. A acidez muscular compromete a realização de exercício físico de duas maneiras: reduz a capacidade de produção de ATP pela inibição de enzimas e impedem o processo contrátil, pois os íons de hidrogênio competem com os íons de cálcio pelo sítio de ligação da troponina, além de interferir diretamente na ressíntese de fosfocreatina e no fluxo glicolítico.
Alguns suplementos agem na diminuição da acidez muscular, como exemplo a Beta Alanina, um precursor da Carnosina, dipeptídeo composto de beta alanina e histidina que desempenha inúmeras funções como: ação antioxidante, tamponante intracelular, aumento da sensibilidade miofibrilar ao cálcio especialmente em fibras glicolíticas (tipo II, contração rápida).
A manutenção do balanço ácido-base é um recurso relevante à melhora do desempenho em exercícios de alta intensidade, por retardar a fadiga muscular derivada da diminuição do pH muscular. O aumento da concentração de carnosina intramuscular não é benéfico apenas para atividades com predomínio do sistema energético anaeróbico e em atividades esportivas intermitentes, mas também em exercícios de longa duração devido aos sprints intratreinos e finais, como em corridas e ciclismo, por conta do predomínio do metabolismo anaeróbico nos sprints.
Tais efeitos da carnosina, por meio de estratégias suplementares, necessitam de dose crônica que varia de 4 g a 6 g diárias de beta alanina, dividas em doses de até 2 g em um mínimo de 2 semanas para que aja aumento da concentração de carnosina muscular de 20 a 30%. Doses elevadas de beta alanina provocam parestesia (formigamento), a administração das doses recomendadas e o fracionamento previnem esta reação. Para melhor adequar esta estratégia, busque o acompanhamento de um nutricionista.

 

 

Este texto foi escrito por Ismael Oliveira, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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