Sem categoria

Proteínas de Choque Térmico: Uma Breve Introdução

O estresse, sendo ele psicológico ou fisiológico, desencadeado por estímulos do ambiente interno ou externo, é caracterizado por desenvolver uma resposta no sistema nervoso simpático, a qual corresponde a reação natural humana diante de perigo eminente de “luta” e “fuga”. Situações de alteração na homeostase, ou seja, quando o organismo sai do seu estado estável, como exposição ao calor, metais pesados (como Mercúrio), queimaduras solares, infecções virais ou bacterianas, estresse oxidativo e até ansiedade podem aumentar a temperatura das células, levando à ativação e multiplicação extremamente rápida de proteínas que são denominadas de Heat Shock Proteins (HSPs), ou Proteínas de Choque Térmico, sendo comum emergir tal quadro desde uma criança com febre até um paciente que está recebendo quimioterapia.

As proteínas de choque térmico desempenham duas grandes funções: a primeira consiste no que diz respeito ao papel de “Chaperonas” moleculares, ou seja, auxiliadoras na montagem das proteínas, fazendo parte do processo de síntese (produção), dobramento e até mesmo de degradação proteica, sendo fundamental para que as proteínas possam exercer todas as suas funções vitais; e a segunda é justamente em situações de estresse, onde elas induzem a sua própria ação como resposta a estímulos, o que confere às células resistência, de forma que as lesões numa segunda exposição ao mesmo fator de estresse serão significativamente menores no organismo ou em parte dele. Em geral, são tratadas como recurso de proteção do nosso corpo e sobrevivência.

Tais proteínas têm demonstrado ampla função terapêutica, com alta capacidade de regular a resposta inflamatória em doenças autoimunes e induzir peptídeos específicos de resposta imunológica contra tumores e organismos patogênicos. Em estudos tratando de doenças autoimunes, por exemplo, os doentes que foram imunizados com HSPs de bactérias, em vez de terem maior progresso na doença, obtiveram respostas benéficas de regressão dela. Animais testados com choque térmico antes de passar por um processo cirúrgico ou uma obstrução coronariana também tiveram resultados benéficos, pois tiveram a mortalidade reduzida.  Sendo assim, o estudo dessas proteínas demonstra ser algo bastante  promissor, pois abre caminho para o desenvolvimento de vacinas, tratamento de queloides, infecções, doenças cardíacas, doenças autoimunes,  proteção da mucosa pilórica contra a formação de úlceras, câncer, entre outras doenças sem tratamento eficiente até então.

Ainda que não seja favorável a diminuição da expressão das HSPs, de um modo geral, fatores como envelhecimento e exercício físico de alta intensidade podem influenciar diretamente nisso. Pensando nisso, a suplementação de L-glutamina se revela como estratégia eficiente no combate desse quadro, visto que o estoque de glutamina é capaz de modular a ativação das HSPs, levando ao aumento da proteção de células do epitélio intestinal (enterócitos) submetidos a lesões oxidativas, melhorando o sistema imunológico como um todo. Neste sentido, a orientação nutricional é a melhor alternativa para que haja compatibilidade de estratégias e objetivos.

Este texto foi escrito por Lory Stephane, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.